A administração de medicamentos que requer uma punção lombar para que haja acesso ao líquido cefalorraquidiano e, por extensão, ao sistema nervoso, é feita através da via
- A)oral.
Errada, porque a via oral passa pelo trato gastrointestinal e não dá acesso direto ao líquor.
- B)enteral.
Errada, porque via enteral é um grupo de vias do trato digestivo e não corresponde à administração no espaço subaracnoideo.
- C)intratecal.
Certa, porque a via intratecal é feita por punção lombar para acesso ao líquido cefalorraquidiano.
- D)subcutânea.
Errada, porque a via subcutânea aplica o medicamento no tecido subcutâneo e não no sistema nervoso central.
Gabarito: C
Quando um medicamento precisa chegar ao líquido cefalorraquidiano, isto é, ao espaço que envolve o sistema nervoso central, a via escolhida costuma ser a intratecal. Ela é administrada por punção lombar, com a agulha alcançando o espaço subaracnoideo. Parece procedimento de filme médico, mas é bem objetivo: levar o fármaco diretamente para o líquor, evitando a barreira hematoencefálica. A grande ideia aqui é simples: nem todo remédio consegue atingir o cérebro ou a medula pela circulação comum. Por isso, em situações específicas, usa-se a via intratecal para que o medicamento tenha acesso direto ao sistema nervoso central. É uma via mais invasiva e exige técnica, esterilidade e indicação muito criteriosa. Por isso, o gabarito é a letra C. A palavra-chave da questão é "punção lombar", que aponta justamente para a administração no espaço intratecal. Em farmacologia, essa via é clássica para drogas que precisam agir no SNC, como alguns anestésicos, analgésicos e quimioterápicos em contextos específicos. Já as vias oral, enteral e subcutânea não levam o medicamento diretamente ao líquor. Elas dependem da absorção pelo trato digestivo ou pelo tecido subcutâneo e, depois disso, ainda enfrentam o caminho da circulação sistêmica. Aqui, a questão quer o atalho direto, não a estrada longa.