"Osmolaridade da solução de nutrição parenteral total é o parâmetro que avalia a via de infusão recomendável a administração da nutrição parenteral. O limite para via de administração periférica é até____, acima disto, recomenda-se a via de administração central, a fim de se prevenir o surgimento de flebites no paciente". (Gastaldi, et al., 2009) Assinale a alternativa CORRETA que preenche a lacuna acima.
- A)500 mOsm/L
Errada: 500 mOsm/L é um valor abaixo do limite usual cobrado para via periférica na NPT.
- B)200 mOsm/L
Errada: 200 mOsm/L está muito abaixo do ponto de corte aceito e não representa o limite prático da via periférica.
- C)100 mOsm/L
Errada: 100 mOsm/L é excessivamente baixo e não corresponde ao parâmetro usado para decisão entre via periférica e central.
- D)1900 mOsm/L
Errada: 1900 mOsm/L é alto demais e já indica fortemente necessidade de via central, não periférica.
- E)900 mOsm/L
Certa: 900 mOsm/L é o limite clássico para administração periférica de NPT; acima disso, recomenda-se via central para reduzir flebite.
Gabarito: E
Na nutrição parenteral total (NPT), a osmolaridade da solução é um dos principais fatores para escolher a via de infusão. Isso importa porque soluções muito concentradas irritam a veia periférica e aumentam o risco de flebite, dor e até extravasamento. Por isso, quando a osmolaridade passa de certo limite, a solução deixa de ser boa candidata para acesso periférico e passa a exigir via central. A lógica é simples: veia periférica gosta de soluções menos agressivas; veia central tolera melhor misturas mais hiperosmolares, porque o grande fluxo sanguíneo dilui rapidamente a solução. Em geral, a prática hospitalar considera a via periférica apenas para soluções com osmolaridade até cerca de 900 mOsm/L. Acima disso, recomenda-se acesso central para reduzir complicações locais. É exatamente por isso que a alternativa E está correta. O valor de 900 mOsm/L é o limite clássico cobrado em provas para diferenciar a via periférica da central na NPT. A banca costuma cobrar esse número como um ponto de corte prático, mais ligado à segurança do paciente do que a um detalhe teórico solto. Em resumo: se a osmolaridade é baixa o suficiente, a periferia pode ser usada; se está acima do limite, a central é a escolha mais segura. Na prova, a ideia é evitar a flebite - aquela inflamação da veia que o paciente certamente não pediu na internação.