No processo de seleção de medicamentos, devem ser adotados critérios como:
- A)Priorizar medicamentos com vários princípios ativos.
Errada, porque a seleção racional geralmente evita medicamentos com vários princípios ativos, salvo situações específicas, para reduzir interações e facilitar o uso.
- B)Dar preferência para formas farmacêuticas de liberação prolongada.
Errada, pois formas de liberação prolongada não são prioridade universal na seleção; a escolha depende da indicação, da segurança e da necessidade clínica.
- C)Eleger medicamentos que limitam a faixa etária.
Errada, porque a seleção deve ampliar a aplicabilidade do medicamento, e não limitar a faixa etária sem justificativa técnica.
- D)Desconsiderar dados epidemiológicos e o perfil da população.
Errada, já que dados epidemiológicos e o perfil da população são justamente base central para selecionar medicamentos adequados ao serviço.
- E)Padronizar formas farmacêuticas, apresentações que facilitem o fracionamento ou multiplicação de doses.
Certa, porque padronizar formas farmacêuticas e apresentações que facilitem fracionamento ou multiplicação de doses melhora a adequação, o uso racional e a gestão do estoque.
Gabarito: E
Na seleção de medicamentos, a ideia não é escolher o que parece mais sofisticado, e sim o que faz mais sentido para a assistência farmacêutica e para a realidade da população. Por isso, entram critérios como eficácia, segurança, custo, perfil epidemiológico e facilidade de uso. Se o medicamento não combina com a necessidade do serviço, ele vira enfeite de prateleira, e não ferramenta de tratamento. Um ponto importante é padronizar formas farmacêuticas e apresentações que facilitem o fracionamento ou a multiplicação de doses. Isso ajuda a ajustar a dispensação, reduzir desperdício e adequar o tratamento a diferentes faixas etárias e esquemas posológicos. Em outras palavras: selecionar bem também é pensar em como o medicamento vai ser usado na prática, não só no nome bonito da embalagem. Por isso o gabarito é a letra E. Ela traduz exatamente um critério técnico de seleção racional: escolher apresentações mais versáteis, que facilitem a organização do estoque e o uso correto pelo paciente. Esse raciocínio é compatível com as diretrizes da assistência farmacêutica e com a lógica da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME), que orienta a padronização conforme necessidades epidemiológicas e operacionais. As demais alternativas vão na contramão da seleção racional, porque favorecem complexidade desnecessária, restringem o uso ou ignoram dados da população atendida.