A incompatibilidade química entre as principais substâncias utilizadas pelos geradores de Resíduos de Serviços de Saúde é informada no Anexo IV da RDC Anvisa nº 222 de 28 de março de 2018, que regulamenta as boas práticas de gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) e dá outras providências. Devido a determinadas propriedades químicas, algumas substâncias podem reagir violentamente entre si, resultando em explosão ou produzindo gases altamente tóxicos ou inflamáveis. Para o ácido oxálico, segundo essa RDC, as substâncias incompatíveis incluem:
- A)sais de amônio, ácidos, metais em pó, matérias orgânicas particuladas e substâncias combustíveis.
Errada, porque essa lista corresponde a outras substâncias incompatíveis, não ao ácido oxálico na RDC 222/2018.
- B)ácido nítrico, nitrato de amônio, óxido de cromo VI, peróxidos, flúor, cloro, bromo e hidrogênio.
Errada, pois mistura incompatibilidades típicas de agentes oxidantes fortes, como ácido nítrico, e não de ácido oxálico.
- C)benzeno, hidróxido de amônio, benzina de petróleo, hidrogênio, acetileno, etano, propano, butadienos e pós metálicos.
Errada, porque essa combinação é típica de substâncias reativas com hidrocarbonetos e gases combustíveis, não do ácido oxálico.
- D)prata e mercúrio.
Certa, porque a RDC Anvisa nº 222/2018 indica prata e mercúrio como substâncias incompatíveis com o ácido oxálico.
- E)ácido acético, naftaleno, cânfora, glicerol, turpentine e álcool, e outros líquidos inflamáveis.
Errada, pois reúne substâncias incompatíveis com líquidos inflamáveis e solventes orgânicos, não com ácido oxálico.
Gabarito: D
A RDC Anvisa nº 222/2018 traz, no Anexo IV, uma tabela de incompatibilidades químicas para orientar o gerenciamento seguro dos Resíduos de Serviços de Saúde. A lógica é simples: se você mistura substâncias que reagem entre si, pode gerar calor, explosão, gases tóxicos ou vapores inflamáveis. Em prova, a banca adora trocar o nome do reagente por uma lista comprida de coisas parecidas para ver quem confunde compatibilidade com “parece perigoso”. No caso do ácido oxálico, a RDC aponta incompatibilidade com prata e mercúrio. Isso faz sentido porque o ácido oxálico pode reagir com esses metais formando sais pouco solúveis e comportamentos químicos indesejáveis no descarte e no armazenamento. Em gestão de RSS, a ideia não é decorar química orgânica avançada, mas reconhecer o grupo de risco que o texto normativo associa ao produto. Por isso, a alternativa D está correta: ela reproduz exatamente a incompatibilidade indicada para o ácido oxálico no Anexo IV da RDC nº 222/2018. As demais alternativas trazem combinações que pertencem a outros reagentes ou grupos de incompatibilidade, mas não ao ácido oxálico. Em prova da FGV, isso costuma aparecer como lista “plausível”, porém fora do par normativo correto. Resumo de bolso: quando a questão citar RDC 222/2018 e incompatibilidade química, vale olhar o anexo específico da substância, porque a resposta costuma ser literal. Aqui, para ácido oxálico, o par cobrado é prata e mercúrio.