No processo de manipulação farmacêutica, a etapa de pesagem é uma das operações básicas essenciais. Essa etapa deve ser realizada com o máximo de precisão para garantir a eficácia, segurança e qualidade das preparações magistrais. Um princípio fundamental relacionado à pesagem em farmácias de manipulação é
- A)realizar a pesagem apenas com balanças analógicas, desde que calibradas mensalmente.
Errada, porque a pesagem não deve ficar restrita a balanças analógicas, e o tipo de equipamento deve ser adequado à precisão exigida pela manipulação.
- B)utilizar balanças de precisão adequadas e realizar a calibração conforme orientações dos fabricantes e normas vigentes.
Certa, pois a pesagem em farmácias de manipulação exige balanças de precisão apropriadas e calibração conforme orientações do fabricante e normas vigentes.
- C)estimar o peso de substâncias com base em tabelas padronizadas, dispensando a pesagem direta.
Errada, porque não se substitui a pesagem direta por estimativas ou tabelas quando a formulação exige medida exata do insumo.
- D)efetuar a pesagem em qualquer recipiente, desde que seja limpo, sem a necessidade de controle de tara.
Errada, porque o controle de tara é indispensável para descontar o peso do recipiente e evitar erro na massa do पदार्थ/insumo.
- E)garantir a precisão da pesagem por meio de amostras aleatórias do produto final, dispensando a pesagem inicial.
Errada, porque o controle de qualidade não dispensa a pesagem inicial nem é corrigido apenas por amostras do produto final.
Gabarito: B
Na farmácia de manipulação, pesar não é só "colocar no prato e torcer para dar certo". É uma etapa crítica, porque qualquer erro aqui pode alterar dose, eficácia e até segurança da preparação magistral. Por isso, a pesagem precisa ser feita com balanças adequadas ao tipo e à faixa de massa do material, sempre com controle de calibração e verificação periódica. A lógica é simples: se a balança não for precisa, todo o restante do processo já começa torto. Em formulações magistrais, o profissional deve usar equipamento compatível com a operação e seguir as orientações do fabricante e as normas sanitárias vigentes, especialmente as regras de Boas Práticas de Manipulação. Na prática, isso conversa com a RDC nº 67/2007 da Anvisa, que exige controle e adequação dos equipamentos utilizados na manipulação. A alternativa correta é a B porque ela traduz exatamente esse princípio: usar balanças de precisão adequadas e manter a calibração conforme as exigências técnicas. Calibração não é enfeite burocrático; é o que ajuda a garantir que o valor mostrado seja confiável de verdade. Em manipulação, confiar no "parece certo" é receita para erro. As demais alternativas tentam empurrar atalhos perigosos: estimativa no lugar da pesagem, desprezo pela tara ou uso genérico de qualquer recipiente. Em farmácia, precisão não é frescura, é requisito básico de qualidade e segurança.