Sobre os distúrbios hemostáticos hereditários que levam ao aumento do risco de trombose, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa. ( ) O teste de resistência à proteína C ativada avalia a presença da deficiência hereditária da proteína C. ( ) Um polimorfismo genético no gene do Fator V da coagulação (Arg506Gln) torna essa proteína menos suscetível à inativação, conhecido como mutação do fator V de Leiden. ( ) O alelo G20210A da protrombina é uma variante que aumenta o nível plasmático da protrombina. As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente
- A)V - F – V.
Errada, porque a primeira afirmativa é falsa: o teste de resistência à proteína C ativada não avalia deficiência de proteína C, e sim a resistência ligada ao fator V Leiden.
- B)F – F – V.
Errada, porque a segunda afirmativa é verdadeira: o alelo G20210A da protrombina está associado a aumento de protrombina e trombose.
- C)F – V – V.
Certa, pois a sequência correta é F - V - V.
- D)F – V – F.
Errada, porque a terceira afirmativa é verdadeira: a mutação da protrombina aumenta o nível plasmático de protrombina.
- E)V – V – V.
Errada, porque a primeira afirmativa é falsa e, portanto, não pode iniciar a sequência com V.
Gabarito: C
Quando o assunto é trombose hereditária, os favoritos da prova costumam ser o fator V Leiden, a mutação da protrombina e as deficiências naturais dos anticoagulantes da coagulação, como proteína C, proteína S e antitrombina. A ideia é simples: se o freio da coagulação falha, o sangue coagula demais e o risco de trombose sobe. Na primeira afirmativa, a banca quer confundir o teste com a doença. O teste de resistência à proteína C ativada não serve para diagnosticar deficiência hereditária de proteína C. Ele é usado principalmente para suspeitar da mutação do fator V Leiden, porque essa alteração torna o fator V menos sensível à ação da proteína C ativada. A segunda afirmativa está correta: a mutação Arg506Gln no gene do fator V é o clássico fator V de Leiden. Ela impede a inativação normal do fator V pela proteína C ativada, deixando a coagulação mais tempo ligada, como se o freio tivesse ficado meio inútil. A terceira também é verdadeira: o alelo G20210A da protrombina aumenta os níveis plasmáticos de protrombina e, com isso, favorece estado pró-trombótico. Portanto, a sequência é F - V - V, que corresponde ao gabarito C. Em provas, lembre-se: proteína C baixa é uma coisa; resistência à proteína C ativada é outra, bem diferente.