Com relação às condutas que devem ser seguidas para a garantia a Qualidade no Laboratório Clínico, analise os itens a seguir. I. As comparações interlaboratoriais conduzidas por programas de ensaios de proficiência (EP) determinam o desempenho de um processo analítico do Laboratório Clínico avaliado. II. O uso do controle interno de qualidade no sistema analítico é facultativo quando o controle externo de qualidade estiver sendo utilizado. III. A avaliação do desempenho de um processo analítico pode identificar problemas relacionados com a sistemática de ensaios permitindo a tomada de ações corretivas. Está correto o que se afirma em
- A)I e II, apenas.
Errada, porque o item II é falso: controle externo não torna o controle interno facultativo.
- B)I e III, apenas.
Certa, pois os itens I e III descrevem corretamente o papel do ensaio de proficiência e da avaliação do desempenho analítico.
- C)II e III, apenas.
Errada, porque o item II está incorreto, embora o III esteja certo.
- D)II, apenas.
Errada, porque o item II sozinho não basta e os itens I e III também são verdadeiros.
- E)I, apenas.
Errada, porque o item I também está correto, não apenas o item III.
Gabarito: B
Em controle de qualidade no laboratório clínico, a lógica é simples: você precisa medir se o processo está funcionando bem por dentro e também comparar seu desempenho com o de outros laboratórios por fora. O controle interno acompanha o dia a dia, enquanto o ensaio de proficiência, que é uma comparação interlaboratorial, mostra se os resultados estão compatíveis com um padrão externo e se o laboratório está com desempenho aceitável. O item I está correto porque os programas de ensaio de proficiência realmente servem para avaliar o desempenho de um processo analítico, permitindo ver se o laboratório produz resultados confiáveis quando comparado com outros participantes. Já o item III também está correto, pois essa avaliação de desempenho ajuda a detectar falhas na sistemática de ensaios, como erro de calibração, problema de reagente, técnica inadequada ou falha de equipamento, o que viabiliza ações corretivas. O item II está errado. O controle interno de qualidade não vira opcional só porque o controle externo está sendo usado. Na prática, eles se complementam: o controle interno monitora a rotina continuamente, e o externo verifica o desempenho frente a outros laboratórios e programas de comparação. Essa lógica é cobrada nas normas e diretrizes de qualidade em laboratório clínico, que exigem ambos como instrumentos de garantia da confiabilidade analítica. Então, a resposta correta é a letra B, porque apenas os itens I e III estão adequados. A banca costuma misturar conceitos de controle interno, externo e ensaio de proficiência para ver se você percebe que um não substitui o outro.