Sobre os riscos biológicos presentes na maioria dos processos de um laboratório clínico, analise os itens a seguir. I. Os acidentes punctórios e com material perfurocortante são considerados de maior risco, por expor o indivíduo a diversos agentes infecciosos. II. A exposição ocupacional a gotículas de urina de pacientes contaminados com Plasmodium pode levar a infecção do manipulador quando em contato com a pele. III. A lavagem do ferimento cutâneo com água e sabão após acidente com material perfurocortante potencialmente contaminado é desencorajado para evitar maior inoculação do agente infeccioso. Está correto o que se afirma em
- A)I, II e III.
Errada, porque apenas o item I está correto.
- B)II e III, apenas.
Errada, porque os itens II e III estão incorretos.
- C)I e III, apenas.
Errada, porque o item II não está correto.
- D)I e II, apenas.
Errada, porque o item II não está correto.
- E)I, apenas.
Certa, porque somente o item I está correto.
Gabarito: E
Em laboratório clínico, o risco biológico mais temido costuma ser aquele que “entra por onde não devia”: perfurocortantes, agulhas, lâminas e objetos com sangue ou outros materiais potencialmente infectantes. Por isso, acidentes punctórios são mesmo os mais preocupantes, porque podem inocular agentes infecciosos diretamente no organismo. Em exames e manipulações, a ideia é sempre reduzir a exposição e agir rápido quando algo acontece. O item I está correto, porque acidentes com material perfurocortante expõem o trabalhador a vários patógenos, como vírus das hepatites B e C e HIV, entre outros. Em biossegurança, esse é um dos cenários de maior gravidade e exige conduta imediata de limpeza, notificação e avaliação do risco. Já o item II está errado. Urina, por si só, não é o tipo de material clássico de transmissão de Plasmodium, e a malária não é adquirida por simples contato com pele íntegra ou por gotículas de urina contaminada. A transmissão usual ocorre por picada de mosquito infectado, e em laboratório o risco é tratado com cuidado, mas não dessa forma descrita. O item III também está errado. Após acidente com perfurocortante potencialmente contaminado, a orientação é lavar imediatamente o local com água e sabão, sem espremer ou “ordenhar” a ferida. Ou seja, lavar não é desencorajado: pelo contrário, faz parte da conduta básica de pós-exposição recomendada em protocolos de biossegurança e saúde ocupacional.