A asma e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) envolvem a inflamação do trato respiratório. Sobre o manejo farmacoterapêutico dessas doenças, assinale a afirmativa correta.
- A)Os β-agonistas inalatórios de longa ação (LABA) como salmeterol, formoterol e salbutamol são um avanço significativo no tratamento da asma e DPOC.
Errada: salbutamol é beta-2 agonista de curta ação, não de longa ação, e LABA não é o tratamento de resgate clássico.
- B)Os diuréticos apresentam um papel central no manejo farmacoterapêutico dos sintomas de exacerbação da DPOC, pois, ao reduzir a congestão pulmonar, diminuem o broncoespasmo.
Errada: diuréticos não têm papel central na exacerbação de DPOC, e broncoespasmo não é tratado reduzindo congestão pulmonar.
- C)Os antagonistas dos receptores β não seletivos, como o nebivolol, bloqueiam os receptores.
Errada: nebivolol é beta-bloqueador seletivo para beta-1, e não antagonista beta não seletivo.
- D)O β2 no músculo liso brônquico, esse bloqueio pode ser fatal para indivíduos com DPOC.
Errada: o bloqueio do receptor beta-2 no músculo liso brônquico pode piorar o broncoespasmo, mas a frase está mal formulada e associa o risco ao fármaco errado.
- E)Em pacientes asmáticos, os fármacos anticolinérgicos são menos eficazes como broncodilatadores que os β-agonistas e oferecem proteção menos eficaz contra os estímulos provocatórios brônquicos.
Certa: em asma, anticolinérgicos são menos eficazes como broncodilatadores do que beta-agonistas e protegem menos contra estímulos provocatórios.
Gabarito: E
Asma e DPOC são doenças inflamatórias, mas o manejo farmacológico não é igual. Na asma, o foco costuma ser controlar a inflamação e aliviar o broncoespasmo com beta-2 agonistas e corticosteroides inalados. Na DPOC, broncodilatadores de longa ação e medidas de suporte têm papel central, com anticolinérgicos e beta-agonistas sendo muito usados. Os fármacos anticolinérgicos, como o ipratrópio e o tiotrópio, bloqueiam o tônus vagal e ajudam a broncodilatar. Só que, em asmáticos, eles costumam ser menos potentes do que os beta-2 agonistas para abrir os brônquios. Além disso, oferecem proteção menor contra estímulos desencadeantes do broncoespasmo, como alérgenos e irritantes. Por isso, a alternativa E está correta. Ela traduz bem a ideia clássica da farmacologia respiratória: na asma, o beta-2 agonista geralmente manda no jogo, enquanto os anticolinérgicos entram mais como complemento ou em situações específicas. Vale notar também que a banca gosta de misturar as classes e trocar as indicações. Então, se aparecer anticolinérgico como “melhor broncodilatador” na asma, desconfie na hora. E se vier beta-bloqueador com broncoespasmo, o alerta sobe ainda mais.