A presença de cristais de tirosina e leucina observada em conjunto no sedimento de urina, usualmente, indica
- A)falha da glândula suprarrenal.
Errada, porque falha da glândula suprarrenal não é a associação clássica com cristais de tirosina e leucina na urina.
- B)doença hepática crônica.
Certa, pois a presença conjunta desses cristais no sedimento urinário costuma indicar doença hepática crônica.
- C)necrose tubular aguda.
Errada, porque necrose tubular aguda não é o achado típico relacionado a esse tipo de cristalúria.
- D)anemia hemolítica.
Errada, já que anemia hemolítica pode alterar exames urinários, mas não é a causa clássica dessa combinação de cristais.
- E)falha renal.
Errada, porque falha renal isolada não é a associação clássica ensinada para cristais de tirosina e leucina.
Gabarito: B
A presença de cristais na urina pode dar uma pista valiosa sobre o que está acontecendo no organismo, e alguns achados são bem sugestivos. Entre eles, os cristais de tirosina e leucina, quando aparecem juntos no sedimento urinário, chamam atenção para um quadro de sofrimento importante do fígado, geralmente em doença hepática grave ou crônica. Isso acontece porque o fígado participa do metabolismo de aminoácidos e de várias substâncias tóxicas. Quando ele falha, esses produtos podem se acumular e acabar aparecendo na urina sob a forma de cristais. Por isso, essa associação não costuma ser um achado banal de laboratório: ela costuma apontar para hepatopatia significativa. Na prática, o raciocínio da questão é esse: tirosina e leucina juntas no sedimento urinário são um sinal clássico de doença hepática crônica. É um daqueles detalhes de urina que parecem discretos, mas entregam bastante informação clínica. Então, se a banca mostra essa combinação, pense primeiro em fígado doente, não em rim, glândula suprarrenal ou anemia. Em provas, esse tipo de associação é cobrado como memória de padrão laboratorial, mais do que como mecanismo complicado.