Os novos sistemas de liberação de fármacos (como por ex., lipossomos e nanopartículas) proporcionam uma série de vantagens. As opções a seguir apresentam vantagens os novos sistemas de fármacos, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Melhora da eficácia terapêutica de fármacos.
Correta, porque esses sistemas podem aumentar a eficácia terapêutica ao melhorar a entrega do fármaco ao local de ação.
- B)Liberam medicamentos em curto período e aumentam a variabilidade inter e intra-individual na dosagem.
Errada, porque novos sistemas de liberação buscam controlar a liberação e reduzir a variabilidade, não liberar rapidamente nem piorar a consistência da dose.
- C)Redução de efeitos adversos.
Correta, pois a liberação mais dirigida e controlada pode reduzir exposição sistêmica desnecessária e, assim, diminuir efeitos adversos.
- D)Melhora da biodisponibilidade de fármacos encapsulados.
Correta, já que a encapsulação pode proteger o fármaco e favorecer sua absorção, melhorando a biodisponibilidade.
- E)Simplificação do regime de dosagem, reduzindo a frequência das doses.
Correta, porque formulações de liberação prolongada podem reduzir a frequência das doses e simplificar o regime terapêutico.
Gabarito: B
Os sistemas modernos de liberação de fármacos, como lipossomos e nanopartículas, foram criados para deixar o medicamento mais “inteligente”: levar o princípio ativo até o alvo com mais precisão, protegê-lo da degradação e melhorar o desempenho terapêutico. Na prática, isso costuma significar maior eficácia, melhor biodisponibilidade e menos efeitos indesejados, porque parte do fármaco pode ser liberada de forma mais controlada e em local mais adequado. Outra vantagem importante é a simplificação do tratamento. Se o sistema consegue liberar o fármaco aos poucos, a pessoa pode precisar tomar menos doses ao dia, o que melhora adesão e conforto. Isso é bem cobrado em farmacologia: não é só “entregar o remédio”, é entregar melhor. A alternativa B está errada porque descreve o oposto do que se espera desses sistemas. Em vez de liberar em curto período e aumentar a variabilidade de dose, esses sistemas tendem a controlar a liberação, reduzir picos e vales de concentração e diminuir a variabilidade, tornando o tratamento mais estável. Ou seja, a banca quis a exceção justamente aí. Então, guarde a lógica: novos sistemas de liberação costumam melhorar a eficácia terapêutica, reduzir efeitos adversos, aumentar biodisponibilidade e facilitar o esquema posológico. Se a alternativa disser que eles pioram o controle da dose ou aumentam a variabilidade, desconfie na hora.