Quando presente na urina, a seguinte substância pode ser um preditor precoce de dano renal associado com diabetes mellitus tipo I:
- A)mioglobinúria.
Errada: mioglobinúria está ligada a lesão muscular e rabdomiólise, não a predição precoce de nefropatia diabética.
- B)hiperestenúria.
Errada: hiperestenúria não é o marcador clássico de dano renal precoce no diabetes tipo I.
- C)macroglobulinúria.
Errada: macroglobulinúria não é o achado usado como indicador inicial de lesão renal diabética.
- D)fenilcetonúria.
Errada: fenilcetonúria é um distúrbio metabólico hereditário, sem relação com esse quadro urinário.
- E)microalbuminúria.
Certa: microalbuminúria é o sinal precoce mais clássico de nefropatia diabética no diabetes mellitus tipo I.
Gabarito: E
Na diabetes mellitus tipo I, um dos primeiros sinais de lesão renal costuma aparecer antes mesmo de a creatinina subir ou de a proteína na urina ficar evidente no exame comum. Esse marcador é a microalbuminúria, isto é, a presença de pequenas quantidades de albumina na urina, indicando início de dano glomerular. Em outras palavras: o rim ainda está “funcionando”, mas já dá pequenos sinais de que a membrana de filtração começou a sofrer. Por isso, a microalbuminúria é muito usada como rastreio precoce de nefropatia diabética, especialmente em pacientes com diabetes tipo I. Ela antecede a proteinúria franca e ajuda a identificar o problema numa fase em que a intervenção ainda pode retardar a progressão da doença renal. Na prática clínica, esse é um dos exames mais valorizados no seguimento do diabético. As demais alternativas trazem termos que não correspondem a esse marcador renal precoce. Mioglobina na urina sugere lesão muscular, fenilcetonúria é um erro inato do metabolismo e hiperestenúria não é o achado clássico buscado aqui. Já macroglobulinúria não é o termo usado para o rastreio da nefropatia diabética. A banca quer que você associe diabetes tipo I com microalbuminúria como sinal inicial de nefropatia. Então, se aparecer a ideia de “preditor precoce de dano renal” no diabético tipo I, pense logo em microalbuminúria. É aquele aviso discreto do rim antes do estrago ficar escancarado.