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Farmácia · FGV · 2022

Questão comentada de Farmácia

Quando presente na urina, a seguinte substância pode ser um preditor precoce de dano renal associado com diabetes mellitus tipo I:

Gabarito: E

Na diabetes mellitus tipo I, um dos primeiros sinais de lesão renal costuma aparecer antes mesmo de a creatinina subir ou de a proteína na urina ficar evidente no exame comum. Esse marcador é a microalbuminúria, isto é, a presença de pequenas quantidades de albumina na urina, indicando início de dano glomerular. Em outras palavras: o rim ainda está “funcionando”, mas já dá pequenos sinais de que a membrana de filtração começou a sofrer. Por isso, a microalbuminúria é muito usada como rastreio precoce de nefropatia diabética, especialmente em pacientes com diabetes tipo I. Ela antecede a proteinúria franca e ajuda a identificar o problema numa fase em que a intervenção ainda pode retardar a progressão da doença renal. Na prática clínica, esse é um dos exames mais valorizados no seguimento do diabético. As demais alternativas trazem termos que não correspondem a esse marcador renal precoce. Mioglobina na urina sugere lesão muscular, fenilcetonúria é um erro inato do metabolismo e hiperestenúria não é o achado clássico buscado aqui. Já macroglobulinúria não é o termo usado para o rastreio da nefropatia diabética. A banca quer que você associe diabetes tipo I com microalbuminúria como sinal inicial de nefropatia. Então, se aparecer a ideia de “preditor precoce de dano renal” no diabético tipo I, pense logo em microalbuminúria. É aquele aviso discreto do rim antes do estrago ficar escancarado.

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