A ação anticoagulante excessiva da heparina é tratada com a interrupção a ação do fármaco. Se houver sangramento, indica-se a administração de um antagonista específico, como
- A)a protamina.
Correta: a protamina neutraliza a heparina e é o antagonista específico usado quando há sangramento por anticoagulação excessiva.
- B)o fondaparinux.
Errada: o fondaparinux é outro anticoagulante, não um antídoto da heparina.
- C)o dicumarol.
Errada: o dicumarol é um anticoagulante cumarínico, sem papel na reversão da heparina.
- D)a varfarina.
Errada: a varfarina também é anticoagulante oral e não antagoniza a heparina.
- E)o ácido acetilsalicílico.
Errada: o ácido acetilsalicílico é antiagregante plaquetário e não reverte o efeito da heparina.
Gabarito: A
A heparina é um anticoagulante de ação rápida, muito usado quando se quer frear a coagulação sem esperar. O problema é que, em excesso, ela pode aumentar demais o risco de sangramento. Nessa situação, a primeira medida é suspender o fármaco e acompanhar o paciente, mas se o sangramento for importante, entra o antídoto específico: a protamina. A protamina é uma proteína básica que se liga à heparina, formando um complexo inativo e revertendo seu efeito anticoagulante. Por isso ela é o antagonista clássico da heparina na prática clínica e em provas de Farmacologia. Se a banca perguntar "antagonista específico da heparina", pense direto nela, sem drama e sem inventar moda. Já os anticoagulantes orais, como varfarina e dicumarol, agem por outro mecanismo e não servem para neutralizar a heparina. Fondaparinux também é anticoagulante, só que não é antídoto. E ácido acetilsalicílico mexe com plaquetas, não com a reversão da heparina. Então o gabarito A está correto porque, diante de sangramento por excesso de heparina, o antagonista específico indicado é a protamina. É um clássico de prova, daqueles em que a banca quer ver se você sabe diferenciar "tratar o excesso" de "trocar um remédio por outro".