Dos anti-histamínicos a seguir, assinale o que possui menor potencial de induzir sonolência no paciente.
- A)Desloratadina.
Desloratadina é de segunda geração e pouco sedativa, mas não é a que menos induz sonolência na comparação com as demais.
- B)Acrivastina.
Acrivastina pode causar sedação em grau maior do que os anti-histamínicos mais modernos, então não é a melhor resposta.
- C)Cetirizina.
Cetirizina costuma ser pouco sedativa, mas ainda pode provocar sonolência em alguns pacientes, ficando atrás da opção mais segura nesse ponto.
- D)Fexofenadina.
Fexofenadina tem o menor potencial de sonolência porque praticamente não atravessa a barreira hematoencefálica.
- E)Hidroxizina.
Hidroxizina é anti-histamínico de primeira geração e é bem conhecida por causar sedação, então está longe de ser a menos sonolenta.
Gabarito: D
Os anti-histamínicos H1 podem causar sonolência porque muitos deles atravessam bem a barreira hematoencefálica e bloqueiam receptores no sistema nervoso central. Em geral, os de primeira geração são os campeões da sedação: são menos seletivos e ainda têm outros efeitos, como ação anticolinérgica. Já os de segunda geração foram desenhados justamente para dar menos sono e durar mais tempo. Na prática, quanto menor a penetração no SNC, menor a chance de o paciente ficar “com cara de travesseiro” durante o dia. Hidroxizina e cetirizina costumam sedar mais do que os outros da lista, e a acrivastina também pode causar sonolência. A desloratadina é pouco sedativa, mas a fexofenadina é a que tem menor potencial sedativo entre as opções, porque praticamente não entra no cérebro em quantidades relevantes. Por isso, o gabarito é a letra D. A fexofenadina é um anti-histamínico de segunda geração com baixíssima passagem pela barreira hematoencefálica, o que reduz muito a sonolência. Em provas, isso costuma aparecer como a opção “mais confortável” para quem precisa evitar sedação durante o dia.