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Farmácia · FGV · 2022

Questão comentada de Farmácia

O sistema de Classificação Biofarmacêutica (SCB) foi desenvolvido com base na solubilidade e permeabilidade de fármacos, segundo Amidor et al (1995). Essa classificação pode ser usada para a definição de especificações para o teste de dissolução e na obtenção de correlação in vivo-in vitro. Segunda essa classificação, o fármaco que possui características de alta solubilidade e de baixa permeabilidade é considerado, segundo a SCB, como sendo de classe

Gabarito: C

O Sistema de Classificação Biofarmacêutica (SCB), ou BCS, organiza os fármacos em 4 classes com base em dois critérios simples: solubilidade e permeabilidade intestinal. Parece até brincadeira de prova, mas essa dupla manda muito na escolha de teste de dissolução e na discussão de correlação in vivo-in vitro. Em resumo: quando muda a solubilidade, muda a velocidade com que o fármaco sai da forma farmacêutica; quando a permeabilidade é baixa, o intestino é que vira o “gargalo” da absorção. A lógica das classes é esta: classe I tem alta solubilidade e alta permeabilidade; classe II, baixa solubilidade e alta permeabilidade; classe III, alta solubilidade e baixa permeabilidade; e classe IV, baixa solubilidade e baixa permeabilidade. Então, se o enunciado diz alta solubilidade e baixa permeabilidade, o encaixe é direto na classe III. É por isso que o gabarito é a alternativa C. Esse é o tipo de questão que cobra a tabela clássica do SCB, proposta por Amidon et al. em 1995, muito usada para prever desempenho biofarmacêutico e orientar especificações de dissolução. Se você decorou o eixo solubilidade x permeabilidade, a resposta aparece quase sem esforço.

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