Leia o fragmento a seguir. “Na prestação de serviços farmacêuticos, segundo o Ministério da Saúde, o profissional farmacêutico pode realizar diversos procedimentos, a fim de agregar informações sobre o paciente ou subsidiar a aplicação de recursos terapêuticos necessários ao processo de cuidado em saúde.” Nesta perspectiva, assinale a opção que apresenta o procedimento que o profissional farmacêutico não deve realizar.
- A)Priorizar a implantação dos serviços clínicos visando a melhorar o processo de uso de medicamentos.
Está correta como diretriz geral, porque reforça a implantação de serviços clínicos para melhorar o uso de medicamentos e o cuidado em saúde.
- B)Aprimorar o controle das doenças e o acompanhamento do paciente.
Está correta, pois o acompanhamento farmacoterapêutico ajuda a controlar doenças e a monitorar a evolução do paciente.
- C)Incentivar a execução de testes rápidos (glicemia capilar, HIV e Covid-19) e de parâmetros fisiológicos (medida da pressão arterial e pico de fluxo) nas farmácias públicas.
Está correta, porque testes rápidos e a aferição de parâmetros fisiológicos podem integrar serviços farmacêuticos, desde que observadas as normas aplicáveis.
- D)Implantar a Política Municipal de Logística Reversa para medicamentos na rede pública, a fim de aumentar a distribuição de insumos na rede.
Está errada, porque a implantação de política municipal de logística reversa é tema de gestão pública e ambiental, não um procedimento farmacêutico clínico.
Gabarito: D
Na prestação de serviços farmacêuticos, o foco do farmacêutico é ampliar o cuidado ao paciente, melhorar o uso de medicamentos e apoiar o acompanhamento em saúde. Isso inclui ações clínicas, monitoramento de parâmetros, orientações e, quando cabível, testes rápidos e triagens em ambiente farmacêutico, sempre dentro das normas sanitárias e dos protocolos do SUS. A ideia central é simples: o farmacêutico não “manda” na política pública como se fosse gestor municipal. Ele executa serviços técnicos e clínicos, mas não tem atribuição para instituir política municipal de logística reversa nem para redefinir a distribuição de insumos da rede pública. Essa parte é de planejamento e gestão administrativa do Poder Público, não de procedimento clínico farmacêutico. Por isso, a alternativa D está correta como resposta da questão. Ela mistura um tema de gestão de resíduos e logística reversa com uma finalidade que também não faz sentido técnico no enunciado, porque aumentar distribuição de insumos na rede não é efeito próprio de logística reversa de medicamentos. Como base normativa, vale lembrar que os serviços farmacêuticos e a atuação clínica do farmacêutico são tratados em normas do Ministério da Saúde e em regulamentações sanitárias e profissionais, enquanto a logística reversa de medicamentos se relaciona à política de resíduos e à responsabilidade compartilhada, não a um procedimento clínico realizado pelo farmacêutico no atendimento.