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Farmácia · FGV · 2021

Questão comentada de Farmácia

O teste de dissolução de comprimidos, in vitro, de formas farmacêuticas sólidas é importante porque

Gabarito: D

O teste de dissolução in vitro é um dos controles mais úteis para formas farmacêuticas sólidas, como comprimidos e cápsulas, porque mostra o quanto e a velocidade com que o fármaco sai da forma farmacêutica e vai para o meio de dissolução. Na prática, ele ajuda a enxergar se a formulação está liberando o princípio ativo como deveria, antes mesmo de pensar no efeito no organismo. É um teste de qualidade, mas também conversa com a parte clínica da história, porque uma dissolução ruim pode virar absorção ruim lá na frente. Por isso, ele é importante no desenvolvimento do produto: serve para comparar formulações, avaliar mudanças de excipientes e processo, e até apoiar a previsão de comportamento in vivo. Não é mágica, claro, mas é um bom termômetro. Quando o método é bem desenhado, pode haver correlação in vitro-in vivo (IVIV), isto é, uma ligação útil entre o que acontece no laboratório e o que acontece no paciente. O gabarito é a letra D porque descreve exatamente essa utilidade do teste: ele permite prever a biodisponibilidade do produto e estimar a chance de obter uma correlação IVIV bem-sucedida. Isso está alinhado com a lógica farmacotécnica e com a prática regulatória de controle de qualidade e desenvolvimento de medicamentos. A ideia central é simples: se o comprimido dissolve bem no ensaio, há mais chance de liberar bem o fármaco no organismo. As outras alternativas escorregam em conceitos básicos: uma nega a utilidade de diferenciar formulações, outra troca variáveis de material e processo, outra confunde dissolução in vitro com testes in vivo, e a última mistura desintegração com dissolução como se fossem coisas sem relação. Em prova, a banca adora essa inversão de conceitos, então vale ficar atento.

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