A manipulação de produtos de uso parenteral em uma Farmácia Hospitalar, requer conhecimentos prévios sobre as incompatibilidades físico-químicas das misturas além das embalagens utilizadas, de modo a garantir a estabilidade dos seus componentes, no momento do uso. As opções a seguir apresentam fatores a serem considerados, à exceção de uma. Assinale-a.
- A)Temperatura.
Correta, porque a temperatura interfere na solubilidade, na velocidade de degradação e na estabilidade físico-química da mistura.
- B)Viscosidade do produto.
Errada, porque viscosidade não é o fator clássico cobrado aqui como parâmetro central de incompatibilidade físico-química em preparações parenterais.
- C)Adsorção.
Correta, porque a adsorção do fármaco ao recipiente ou a materiais do sistema pode reduzir a dose disponível e comprometer a estabilidade.
- D)Ordem de adição dos eletrólitos.
Correta, porque a ordem de adição dos eletrólitos pode evitar reações imediatas, precipitação e incompatibilidades durante o preparo.
Gabarito: B
Na manipulação de produtos parenterais, o objetivo é simples na teoria e delicado na prática: fazer a mistura continuar estável até o momento do uso. Para isso, você precisa observar fatores físico-químicos que podem bagunçar o sistema, como temperatura, pH, concentração, ordem de mistura, compatibilidade entre componentes e interação com a embalagem. Em farmácia hospitalar, um detalhe mal cuidado pode gerar precipitação, perda de potência ou até risco ao paciente. Entre os fatores clássicos de estabilidade e compatibilidade, entram a temperatura, a adsorção do fármaco ao recipiente ou a filtros, e a ordem de adição dos eletrólitos, porque tudo isso pode alterar solubilidade e comportamento da mistura. A lógica aqui é prática: não basta saber o que vai misturar, é preciso saber como, quando e em que sequência a mistura será preparada. A alternativa incorreta é a que traz a viscosidade do produto. A viscosidade pode influenciar aspectos tecnológicos e de administração, mas não é um fator clássico apontado como principal na avaliação de incompatibilidades físico-químicas de misturas parenterais, especialmente quando a questão cobra os elementos diretamente ligados à estabilidade da formulação. Por isso, o gabarito é a letra B. Em provas, a banca costuma misturar fatores realmente relevantes com um termo que parece técnico, mas que não é o foco do tema. Então, pense sempre nos elementos que afetam diretamente a compatibilidade, a estabilidade e o risco de precipitação ou adsorção no sistema de infusão.