Sobre os fármacos utilizados nas dislipidemias, assinale a afirmativa correta.
- A)As estatinas, de uma forma geral, reduzem o LDL plasmático e o risco de isquemia.
Correta: as estatinas reduzem o LDL plasmático e diminuem o risco de eventos isquêmicos cardiovasculares.
- B)O tratamento com fármacos anti-hiperlipidemicos não apresenta efeitos adversos significativos.
Errada: esses fármacos podem causar efeitos adversos importantes, como miopatia, hepatotoxicidade e alterações gastrointestinais.
- C)Lovastatina é um fármaco que provoca redução hepática de triacilglicerol pela limitação de ácidos graxos livres.
Errada: lovastatina é estatina e age inibindo HMG-CoA redutase, não por redução hepática de triacilglicerol via ácidos graxos livres.
- D)Os fibratos inibem a enzima HMG-CoA redutase, responsável pela etapa limitante da síntese de colesterol.
Errada: fibratos não inibem HMG-CoA redutase; eles agem בעיקרamente via PPAR-alfa, reduzindo triglicerídeos.
- E)A niacina reduz a síntese de novo colesterol, inibindo a enzima HMG-CoA redutase.
Errada: quem inibe HMG-CoA redutase são as estatinas, não a niacina.
Gabarito: A
As dislipidemias tratam do excesso ou desequilíbrio de lipídios no sangue, especialmente LDL, triglicerídeos e HDL. Na prática, o objetivo é reduzir o risco de aterosclerose e, por consequência, de infarto e AVC. Aqui entram classes clássicas como estatinas, fibratos, niacina e sequestrantes de ácidos biliares. As estatinas são as estrelas da festa: elas inibem a HMG-CoA redutase, diminuem a síntese hepática de colesterol e, com isso, aumentam a captação de LDL pelo fígado. Resultado: queda do LDL plasmático e redução do risco cardiovascular, especialmente eventos isquêmicos. É por isso que a alternativa A está correta. As demais opções misturam mecanismos de forma errada. Fibratos atuam principalmente no receptor PPAR-alfa, reduzindo triglicerídeos, e niacina diminui lipólise no tecido adiposo, não bloqueia HMG-CoA redutase. Lovastatina é uma estatina, então não faz o que a alternativa C descreve. Em farmacologia, quando a banca troca o mecanismo, a armadilha costuma estar bem maquiada. Não há um fundamento legal específico aqui, porque o tema é puramente farmacológico e cai mais por mecanismo de ação e efeitos adversos do que por norma ou jurisprudência.