O transplante de células-tronco hematopoéticas singênico é aquele no qual o doador deve ser
- A)o próprio paciente.
Errada, porque o transplante com o próprio paciente é chamado de autólogo, não singênico.
- B)qualquer familiar.
Errada, pois ser qualquer familiar não garante compatibilidade genética completa.
- C)pai, mãe ou irmão.
Errada, porque pai, mãe ou irmão configuram apenas doador aparentado, não necessariamente geneticamente idêntico.
- D)irmão gêmeo heterozigoto.
Errada, porque gêmeo heterozigoto não é geneticamente idêntico ao receptor.
- E)irmão gêmeo homozigoto.
Certa, pois o transplante singênico ocorre entre gêmeos homozigotos, geneticamente idênticos.
Gabarito: E
No transplante de células-tronco hematopoéticas, a palavra-chave é a origem genética do doador. Quando o transplante é singênico, o doador é um gêmeo univitelino, ou seja, geneticamente idêntico ao receptor. É quase como uma cópia biológica, o que reduz de forma importante o risco de rejeição e de doença do enxerto contra o hospedeiro. Isso diferencia o transplante singênico de outras modalidades, como o autólogo, em que o doador é o próprio paciente, e o alogênico, em que o doador é outra pessoa da mesma espécie, geralmente aparentada ou não. Aqui, não basta ser familiar, pai, mãe ou irmão: o ponto central é a identidade genética completa. Por isso, o gabarito é a alternativa E. O enunciado usa um termo técnico clássico da hematologia e do transplante, e a definição doutrinária é direta: singênico = entre indivíduos geneticamente idênticos, isto é, entre gêmeos monozigóticos (homozigotos).