A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico progressivo do movimento muscular, caracterizado por tremores, rigidez muscular, bradicinesia (lentidão ao iniciar e terminar movimentos voluntários) e a maioria dos casos envolve pessoas com mais de 65 anos. Assinale a opção que indica os fármacos que não são indicados para o tratamento da Doença de Parkinson.
- A)Zolpidem e naltrexona.
Correta: zolpidem e naltrexona não são fármacos usados no tratamento da doença de Parkinson.
- B)Levodopa e carbidopa.
Errada: levodopa com carbidopa é a associação clássica para reposição dopaminérgica no Parkinson.
- C)Selegilina e rasagilina.
Errada: selegilina e rasagilina são inibidores da MAO-B e podem ser usados como adjuvantes no Parkinson.
- D)Pramipexol e ropinirol.
Errada: pramipexol e ropinirol são agonistas dopaminérgicos indicados no Parkinson.
- E)Entacapona e rolcapona.
Errada: entacapona e rolcapona são inibidores da COMT, usados para prolongar o efeito da levodopa.
Gabarito: A
A doença de Parkinson é tratada, em geral, com fármacos que aumentam a disponibilidade de dopamina ou estimulam seus receptores, porque o problema central é a perda de neurônios dopaminérgicos. Por isso, entram no tratamento a levodopa associada à carbidopa, os agonistas dopaminérgicos como pramipexol e ropinirol, e também os inibidores da MAO-B, como selegilina e rasagilina, além de inibidores da COMT, como entacapona e tolcapona/rolcapona, que prolongam o efeito da levodopa. Ou seja, quando a banca quer saber o que serve para Parkinson, pense em remédios que favorecem a via dopaminérgica. O raciocínio é simples: menos dopamina, mais sintomas motores. Então o tratamento tenta compensar essa falta por diferentes caminhos, seja fornecendo precursor, seja impedindo sua degradação, seja ativando o receptor. A alternativa A está correta porque zolpidem é um hipnótico usado para insônia, e naltrexona é um antagonista opioide usado em dependência de álcool e opioides. Nenhum dos dois é medicamento indicado para tratar os sintomas motores da doença de Parkinson. Eles pertencem a outra área terapêutica, bem longe do eixo dopaminérgico parkinsoniano. Em provas, a FGV costuma misturar fármacos do sistema nervoso central com indicações bem diferentes para ver se você reconhece o mecanismo e a classe terapêutica. Aqui, o truque foi colocar dois medicamentos conhecidos, mas fora do contexto da doença.