Um paciente diabético de longa data apresenta hiperglicemia persistente e queixas de polifagia. O farmacêutico clínico, ao avaliar a terapia em uso, constata adesão parcial e dificuldades na administração do antidiabético oral. Qual medida reflete uma ação resolutiva?
- A)Ajustar a dose de insulina rápida sem considerar a frequência de hipoglicemias ou o perfil alimentar
Errada, porque ajustar insulina de forma isolada e sem considerar hipoglicemias ou alimentação aumenta o risco de dano ao paciente.
- B)Prescrever dietas restritivas genéricas, reduzindo drasticamente o aporte de proteínas.
Errada, porque prescrever dieta genérica e restrição exagerada de proteínas não resolve o problema clínico e ainda pode ser inadequado nutricionalmente.
- C)Reduzir gradualmente o antidiabético oral, apostando na remissão espontânea do quadro.
Errada, porque reduzir o antidiabético oral sem avaliação clínica faz o controle glicêmico piorar, em vez de melhorar.
- D)Avaliar a rotina do paciente, propor substituição ou associação terapêutica e orientar a monitorização glicêmica regular.
Certa, porque propõe avaliação individualizada, possível ajuste terapêutico e monitorização glicêmica, que são medidas resolutivas.
Gabarito: D
Na assistência farmacêutica, a ideia central não é apenas trocar um remédio por outro, mas entender por que a terapia não está funcionando na vida real. Se o paciente tem hiperglicemia persistente, polifagia, adesão parcial e dificuldade para administrar o antidiabético oral, o farmacêutico clínico precisa fazer uma avaliação mais ampla: rotina, horários, alimentação, barreiras de uso, efeitos adversos e entendimento do tratamento. Isso é resolutividade na prática: agir sobre o problema de forma individualizada, e não com solução de receita pronta. Em pacientes com diabetes, a monitorização glicêmica, a revisão da técnica de uso e a adaptação do esquema terapêutico são medidas essenciais para melhorar o controle metabólico e reduzir riscos. O cuidado farmacêutico aqui entra como apoio direto à segurança e à efetividade do tratamento. O gabarito é a letra D porque ela junta três elementos corretos: avaliação da rotina do paciente, proposta de substituição ou associação terapêutica quando necessário, e orientação para monitorização glicêmica regular. Ou seja, em vez de tentar "adivinhar" a melhora, o profissional corrige o que está atrapalhando o tratamento e acompanha o resultado. As demais alternativas falham por serem simplistas, arriscadas ou sem base clínica. Em prova, desconfie de soluções radicais, genéricas ou que ignoram adesão e segurança. No diabetes, o caminho certo costuma ser ajuste individualizado, educação em saúde e acompanhamento contínuo.