Na execução de campanhas educativas para promoção do uso racional de medicamentos, o atendente de farmácia deve enfatizar principalmente o seguinte conceito para a população atendida:
- A)O medicamento deve ser consumido integralmente até os sintomas desaparecerem.
Errada, porque o medicamento não deve ser usado automaticamente até sumirem os sintomas, já que a duração do tratamento depende da orientação profissional e do tipo de doença.
- B)A automedicação é recomendada desde que o usuário reconheça os sintomas apresentados.
Errada, pois a automedicação pode mascarar doenças, causar interações e efeitos adversos, então não é recomendada como regra.
- C)O uso racional implica tomar medicamentos nas doses adequadas, no tempo correto e sob orientação profissional.
Certa, porque expressa o conceito de uso racional de medicamentos: dose adequada, tempo correto e orientação profissional.
- D)Medicamentos naturais são seguros em qualquer circunstância para promoção da saúde.
Errada, porque produtos naturais também podem causar efeitos adversos, interações e contraindicações, então não são seguros em qualquer situação.
Gabarito: C
Quando a questão fala em promoção do uso racional de medicamentos, ela está cobrando uma ideia central da Assistência Farmacêutica: remédio não é para ser usado no improviso, nem no “achismo”. Uso racional significa que a pessoa recebe o medicamento apropriado, na dose certa, pelo tempo certo e com orientação adequada, para obter o melhor resultado com o menor risco possível. Isso está em sintonia com a Política Nacional de Medicamentos e com a própria lógica da Atenção Primária em saúde. Na prática, o atendente de farmácia deve reforçar que medicamento tem indicação, dose, horário e duração. Tomar mais do que o necessário, interromper por conta própria ou usar por recomendação de vizinho, internet ou “experiência própria” aumenta o risco de falha terapêutica, efeitos adversos e resistência em alguns tratamentos. Ou seja: não basta “melhorar”; tem que melhorar com segurança. Por isso o gabarito é a alternativa C. Ela resume exatamente o conceito de uso racional: tomar medicamentos nas doses adequadas, no tempo correto e sob orientação profissional. Essa é a mensagem educativa que protege o paciente e evita desperdício e danos. A Organização Mundial da Saúde também trabalha com essa mesma noção de uso racional, reforçando que o paciente deve receber a medicação apropriada às suas necessidades clínicas, na dose correta, pelo período adequado e ao menor custo possível. As demais alternativas trazem ideias comuns, mas erradas. Algumas incentivam comportamento de risco, como automedicação sem critério, e outras simplificam demais o uso de medicamentos como se fossem sempre inofensivos. Em campanha educativa, o foco é orientar com segurança, não alimentar mitos.