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Farmácia · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Farmácia

Durante um procedimento cirúrgico de grande porte, um paciente com hemofilia A apresenta sangramento intenso e necessita de reposição de fator de coagulação. Considerando os principais tipos de hemoderivados (como concentrados plasmáticos) e os sucedâneos recombinantes (como fatores de coagulação obtidos por biotecnologia), avalie as características de segurança e eficácia de cada produto para minimizar o risco de complicações. Qual abordagem seria a mais adequada para esse paciente?

Gabarito: C

Na hemofilia A, o problema central é a deficiência do fator VIII, então o tratamento do sangramento importante deve repor exatamente esse fator. Em situações cirúrgicas ou de hemorragia intensa, a escolha mais segura costuma ser o concentrado de fator VIII, e hoje o produto recombinante é muito valorizado porque é feito por biotecnologia, tem alta pureza e praticamente elimina o risco de transmissão de patógenos humanos por sangue ou plasma. Pense assim: não basta "dar plasma" e torcer para que venha fator suficiente. O plasma fresco e o crioprecipitado podem até conter fatores de coagulação, mas são menos específicos, menos previsíveis em dose e, no caso do plasma, exigem volumes maiores. Isso é ruim quando você precisa corrigir rápido um sangramento importante, sem transformar o paciente em um tanque de líquidos. O fator VIII recombinante é preferido em muitos cenários porque entrega o que o hemofílico A realmente precisa, com boa eficácia clínica e melhor perfil de segurança biológica. A lógica farmacológica aqui é substituição dirigida: repor o fator faltante, na dose e no timing corretos, para estabilizar a coagulação. Por isso, o gabarito é a alternativa C. Ela descreve corretamente o uso de fator VIII recombinante como opção com menor risco de contaminação, elevada pureza e boa resposta clínica, sendo a estratégia mais adequada para controlar o sangramento em hemofilia A.

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