Em uma semana atribulada em determinado hospital de grande porte, quatro pacientes são internados, cada qual com necessidade específica de reposição sanguínea ou de sucedâneos recombinantes. O primeiro (T.P., 65 anos) apresenta sangramento difuso no pós-operatório de cirurgia abdominal extensa e suspeita de coagulopatia de consumo que não responde adequadamente a transfusões usuais. O segundo (B.Q., 42 anos), portador de hepatopatia crônica avançada, manifesta edema generalizado e hipoalbuminemia grave, evoluindo para instabilidade hemodinâmica. O terceiro (G.K., 25 anos), com histórico de infecções recorrentes, tem diagnóstico de imunodeficiência primária e demanda reforço imunológico urgente. Já o quarto (L.M., 59 anos), após um acidente de trânsito, sofre trauma extenso e apresenta hemorragia maciça refratária a reposições convencionais. Diante do exposto, relacione adequadamente cada paciente ao produto recomendado. 1. Paciente T.P. 2. Paciente B.Q. 3. Paciente G.K. 4. Paciente L.M. ( ) Imunoglobulinas. ( ) Fator VIIa recombinante. ( ) Albumina. ( ) Plasma Fresco Congelado (PFC). A sequência está correta em
- A)1, 4, 3, 2.
Errada, porque mistura as indicações e troca imunoglobulina e albumina pelas situações clínicas correspondentes.
- B)2, 1, 4, 3.
Errada, porque começa com o paciente de hepatopatia e ainda coloca o PFC e a imunoglobulina fora de ordem.
- C)3, 2, 4, 1.
Errada, porque os produtos não batem com os perfis clínicos dos pacientes e a sequência fica incoerente.
- D)3, 4, 2, 1.
Certa, pois associa imunodeficiência com imunoglobulinas, hemorragia refratária com fator VIIa recombinante, hipoalbuminemia com albumina e coagulopatia com PFC.
Gabarito: D
Aqui a lógica é bem prática: cada paciente pede um produto diferente, e a banca quer que voce reconheça a indicação clássica de cada um. Em paciente com imunodeficiência primária e infecções recorrentes, a reposição é com imunoglobulinas, porque elas fazem o papel de “reforço” dos anticorpos que faltam. Já no trauma com hemorragia maciça refratária, o fator VIIa recombinante pode ser lembrado como recurso hemostático em situações selecionadas, quando a reposição convencional não segura o sangramento. No caso do paciente com hepatopatia crônica, edema generalizado, hipoalbuminemia grave e instabilidade hemodinâmica, o produto típico é a albumina. Ela ajuda na expansão volêmica e na correção da hipoalbuminemia em cenários específicos, muito comum em provas quando aparece cirrose ou doença hepática avançada com edema e choque circulatório. Para o paciente com sangramento difuso e coagulopatia de consumo no pós-operatório, o Plasma Fresco Congelado (PFC) é o mais lembrado, porque ele repõe fatores de coagulação. Na prática transfusional, o PFC é usado quando há sangramento associado à deficiência múltipla de fatores, como em coagulopatias, e não para anemia isolada. Assim, a sequência correta fica: imunoglobulinas, fator VIIa recombinante, albumina e PFC, ou seja, 3, 4, 2, 1. A banca costuma cobrar exatamente essa associação “quadro clínico típico + hemocomponente ou hemoderivado típico”, sem inventar moda.