Segundo o guia de qualidade para sistemas de purificação de água para uso farmacêutico, emitido pela Anvisa, são considerados requisitos essenciais para os materiais de construção dos sistemas de purificação de água para uso farmacêutico, EXCETO:
- A)Documentação detalhada de todos os componentes do sistema.
Certa, porque a rastreabilidade e a documentação dos componentes são importantes para qualificação, manutenção e controle do sistema.
- B)Acabamento interno liso para evitar fissuras e depósitos de resíduos.
Certa, pois superfícies internas lisas reduzem retenção de resíduos, facilitam limpeza e diminuem risco de contaminação.
- C)Uso preferencial de aço inoxidável 304 devido à sua alta resistência à corrosão.
Errada, porque o guia não impõe o aço inoxidável 304 como requisito essencial obrigatório; o critério principal é a adequação sanitária e a compatibilidade do material.
- D)Compatibilidade com a temperatura e substâncias químicas utilizadas no sistema.
Certa, já que os materiais devem suportar a temperatura e os produtos químicos usados no processo de purificação e limpeza.
Gabarito: C
Em sistemas de purificação de água para uso farmacêutico, o material de construção não pode virar o “vilão da água”: ele precisa ser compatível com o processo, não liberar contaminantes, resistir aos agentes de limpeza e permitir uma higienização eficiente. Por isso, a Anvisa exige atenção a pontos como documentação, acabamento interno, compatibilidade química e térmica, e escolha de materiais que não favoreçam corrosão, fissuras ou acúmulo de resíduos. A lógica é simples: água farmacêutica não pode carregar surpresa escondida em solda, porosidade ou reentrância. Se a superfície interna tem aspereza, facilita depósito de biofilme e partículas; se o material não aguenta calor ou produtos químicos, o sistema degrada e a qualidade da água cai. Então, o foco é segurança sanitária e manutenção da integridade do sistema. O gabarito é a letra C porque o guia da Anvisa não trata o aço inoxidável 304 como requisito essencial obrigatório ou “preferencial” em termos absolutos. O que importa é o desempenho sanitário do material no sistema, e não uma marcação rígida por um tipo específico de aço. Em concurso, esse tipo de alternativa tenta transformar uma opção comum de engenharia em regra normativa, e aí mora a pegadinha. Em resumo: a norma olha para funcionalidade, limpeza, resistência e compatibilidade. Quando a banca coloca um material específico como se fosse exigência essencial, desconfie: muitas vezes é só um exemplo aceitável, não um mandamento do guia.