São ações que podem ser consideradas estratégicas para controle e eliminação de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), EXCETO:
- A)Excluir todos os conteúdos que versam sobre educação sexual dos currículos do ensino fundamental e médio.
Errada, porque retirar educação sexual dos currículos enfraquece a prevenção e contraria as estratégias de saúde pública para controle das ISTs.
- B)Implantar a testagem por método molecular para diagnóstico de clamídia e gonococo nos Estados e Distrito Federal.
Certa como estratégia, pois a testagem molecular para clamídia e gonococo melhora o diagnóstico e o tratamento oportuno.
- C)Realizar campanhas de imunização contra o papilomavírus humano (HPV) para eliminação do câncer do colo de útero.
Certa como estratégia, já que a vacinação contra HPV é medida central para prevenir infecções e reduzir o câncer do colo do útero.
- D)Ampliar a testagem para Treponema pallidum em gestantes e populações de risco, para erradicação da sífilis congênita.
Certa como estratégia, porque ampliar a testagem para sífilis em gestantes e populações de risco ajuda a prevenir e reduzir a sífilis congênita.
Gabarito: A
As ISTs são um problema de saúde pública e o enfrentamento delas depende de um pacote de medidas: educação em saúde, testagem, tratamento oportuno, vacinação e vigilância epidemiológica. No Brasil, isso aparece em políticas do Ministério da Saúde, que estimulam prevenção combinada e ampliação do diagnóstico, especialmente para sífilis, HIV, hepatites, HPV, clamídia e gonococo. Quando a questão fala em ações estratégicas para controle e eliminação das ISTs, pense em medidas que aumentam prevenção, rastreio e acesso ao cuidado. Testagem molecular para clamídia e gonococo, imunização contra HPV e ampliação do teste para sífilis em gestantes e grupos vulneráveis são exemplos clássicos dessas estratégias, porque ajudam a interromper a transmissão e evitam complicações graves. A pegadinha está em uma alternativa que vai na direção contrária de qualquer política séria de saúde pública: em vez de ampliar informação, ela propõe retirar educação sexual da escola. Isso não faz sentido nem do ponto de vista sanitário nem das diretrizes de prevenção, já que educação sexual é uma das ferramentas mais importantes para reduzir risco, promover autocuidado e favorecer diagnóstico precoce. Por isso, o gabarito é a letra A. Ela está errada justamente por negar uma ação preventiva básica, enquanto as demais alternativas descrevem medidas compatíveis com o combate às ISTs e com estratégias do SUS para redução da transmissão e eliminação de agravos como a sífilis congênita e o câncer do colo do útero.