Reações adversas aos medicamentos, tradicionalmente, foram separadas entre aquelas que se apresentavam como efeito farmacológico aumentado, também chamadas reações tipo A – aumentada: a partir de uma proposta mnemônica ou dose relacionadas, e aquelas que resultavam de um efeito aberrante, também chamadas reações tipo B – bizarras: não relacionadas à dose. Sobre as reações adversas aos medicamentos, assinale a alternativa INCORRETA.
- A)Reações tipo A: tendem a ocorrer com menor frequência e estão relacionadas à dose.
Errada, porque as reacoes tipo A sao mais frequentes, previsiveis e relacionadas a dose, nao menos frequentes.
- B)Reações tipo A: são previsíveis e menos graves. Podem ser tratadas simplesmente com a redução da dose do medicamento.
Certa, pois as reacoes tipo A sao em geral previsiveis, menos graves e podem ser manejadas com reducao da dose.
- C)Reações tipo B: podem ser consequentes do que é conhecido como reações de hipersensibilidade ou reações imunológicas
Certa, porque reacoes tipo B podem, sim, decorrer de hipersensibilidade ou de mecanismos imunologicos.
- D)Reações tipo B: são mais difíceis de predizer, ou mesmo de identificar, e representam o foco principal da farmacoepidemiologia.
Certa, pois as reacoes tipo B sao mais dificeis de prever e identificar, sendo relevantes para a farmacovigilancia e a farmacoepidemiologia.
Gabarito: A
As reacoes adversas a medicamentos costumam ser divididas em dois grupos classicos: tipo A e tipo B. As tipo A sao as mais comuns, previsiveis e, em geral, relacionadas a dose e ao proprio efeito farmacologico do remedio. Pense nelas como o medicamento fazendo “demais” do que ja faz normalmente, o que ajuda bastante na identificacao e na conduta clinica. Ja as reacoes tipo B sao menos frequentes, mais imprevisiveis e nao guardam relacao direta com a dose. Elas podem envolver hipersensibilidade, mecanismos imunologicos ou respostas aberrantes do organismo. Por isso, costumam ser mais dificeis de reconhecer e de associar ao medicamento certo. No enunciado, o gabarito e a alternativa A porque ela inverte uma caracteristica basica das reacoes tipo A. Em vez de ocorrerem com menor frequencia, elas sao as mais frequentes e, justamente por serem dose-relacionadas, tendem a ser previsiveis. Em regra, tambem sao menos graves e podem melhorar com ajuste ou reducao da dose. Esse modelo de classificacao e classico na farmacovigilancia e aparece de forma consolidada na literatura doutrinaria, especialmente na abordagem de efeitos adversos tipo A e B. Para prova, vale guardar a regra pratica: tipo A = aumentado, previsivel e dose-dependente; tipo B = bizarro, imprevisivel e independente da dose.