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Farmácia · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Farmácia

Sobre os testes sorológicos para detecção de sífilis, assinale a afirmativa INCORRETA.

Gabarito: D

Na sífilis, os testes sorológicos costumam ser divididos em dois blocos: os não treponêmicos e os treponêmicos. Os não treponêmicos, como VDRL e RPR, pesquisam anticorpos reagínicos, que não são exclusivos contra o Treponema pallidum, mas contra antígenos como a cardiolipina liberada no contexto da infecção. Eles são muito úteis para triagem e para acompanhar resposta ao tratamento, porque o título tende a cair quando o paciente melhora. Já os testes treponêmicos, como FTA-abs, TPHA/TPPA e vários ensaios imunoenzimáticos, detectam anticorpos mais específicos contra o Treponema pallidum. Em geral, eles ajudam a confirmar a infecção, mas não servem tão bem para monitorar cura, porque podem permanecer reagentes por muito tempo, até pela vida toda. Ou seja: eles são ótimos para dizer "houve contato", mas não para contar a história da resposta terapêutica com a mesma precisão dos não treponêmicos. A alternativa D erra em dois pontos importantes. Primeiro, os testes não treponêmicos não são exclusivamente qualitativos, porque podem ser titulados e gerar resultado quantitativo ou semiquantitativo, como 1:8, 1:32 etc. Segundo, os testes treponêmicos também não são exclusivamente quantitativos; muitos deles são qualitativos ou, quando muito, semiquantitativos em alguns métodos. Então a frase exagera e troca o perfil dos exames. Em resumo: para sífilis, pense assim: não treponêmico para triagem e seguimento, treponêmico para confirmação. A banca costuma cobrar exatamente essa diferença, com aquela malícia clássica de misturar "qualitativo", "quantitativo" e "específico" na mesma frase.

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