Durante uma validação analítica, foram feitas, no mínimo, nove determinações, que compreendem três concentrações diferentes. No resultado da análise, para cada concentração, aplicou-se a fórmula “(DP/CMD)×100”, em que DP é o desvio-padrão da série de medições e CMD é a concentração média determinada. Considerando-se essas informações, o parâmetro de validação analítica em questão é o de
- A)sensibilidade.
Sensibilidade é a capacidade de o método responder a pequenas variações de concentração, e não é medida por desvio-padrão sobre média.
- B)robustez.
Robustez avalia a resistência do método a pequenas mudanças deliberadas nas condições analíticas, não a dispersão dos resultados.
- C)linearidade.
Linearidade verifica se há relação proporcional entre concentração e resposta, o que não é o foco dessa conta.
- D)exatidão.
Exatidão mede o quão próximo o resultado está do valor الحقيقي/verdadeiro ou de referência, enquanto a fórmula dada avalia dispersão entre medições.
- E)precisão.
A fórmula usa desvio-padrão e média para expressar a variabilidade relativa dos resultados, que é justamente o conceito de precisão.
Gabarito: E
Aqui a banca descreveu um ensaio de validação com pelo menos nove determinações, em três níveis de concentração, e depois pediu para calcular a razão entre o desvio-padrão e a concentração média, em percentual. Isso é a cara da avaliação de precisão, porque a ideia é medir o quanto os resultados se repetem entre si. Quanto menor esse percentual, mais estável e reprodutível é o método. Em validação analítica, precisão costuma ser verificada em diferentes níveis de concentração e expressa por medidas como desvio-padrão, coeficiente de variação ou RSD. Em outras palavras: não importa só acertar o valor, importa acertar sempre do mesmo jeito. Por isso o gabarito é E, pois a fórmula (DP/CMD) x 100 corresponde ao coeficiente de variação, indicador clássico de precisão.