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Farmácia · AMEOSC · 2023

Questão comentada de Farmácia

A doença de Parkinson (DP) é uma doença neurodegenerativa progressiva do movimento, caracterizada por bradicinesia, rigidez muscular e tremor. O seu desenvolvimento espontâneo se deve a fatores que influenciam respostas neuroquímicas como por exemplo, estresse oxidativo, hiperatividade colinérgica e perda de neurônios dopaminérgicos (RANG & DALE, 2020). Baseado no contexto, bioquímico e fisiológico que envolvem a DP a clorpromazina não é um agente terapêutico direcionado para os sintomas da doença porque:

Gabarito: A

A doença de Parkinson acontece, em grande parte, pela perda de neurônios dopaminérgicos na via nigroestriatal. Com menos dopamina, os sintomas motores aparecem com mais força: bradicinesia, rigidez e tremor. Por isso, o raciocínio terapêutico costuma seguir a lógica de aumentar a ação dopaminérgica ou reduzir o excesso relativo de atividade colinérgica. A clorpromazina entra na história como uma velha conhecida da psiquiatria: ela é um antipsicótico típico, antagonista de receptores dopaminérgicos, especialmente D2. Em vez de ajudar na falta de dopamina, ela bloqueia a ação desse neurotransmissor, o que pode inclusive piorar sintomas parkinsonianos ou causar parkinsonismo medicamentoso. Então o gabarito A está correto porque a clorpromazina não é fármaco voltado para tratar a DP, e sim um medicamento usado principalmente na esquizofrenia e em outros quadros psicóticos. Em farmácia, esse tipo de pegadinha é clássico: confundir remédio que bloqueia dopamina com remédio que melhora a deficiência dopaminérgica. Se você lembrar só de uma ideia, guarde esta: Parkinson pede mais dopamina funcional, enquanto a clorpromazina faz o caminho oposto, ao antagonizar receptores dopaminérgicos.

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