Os disjuntores termomagnéticos que devem atuar para correntes de curto-circuito de 10 a 20 vezes à sua corrente nominal é (são) o(s) de curva(s)
- A)B.
Errada, porque a curva B atua em faixas bem menores, em geral de 3 a 5 vezes a corrente nominal.
- B)B e C.
Errada, porque B e C cobrem faixas inferiores, não chegando ao intervalo de 10 a 20 vezes.
- C)C.
Errada, porque a curva C atua tipicamente entre 5 e 10 vezes a corrente nominal.
- D)C e D.
Errada, porque embora essa alternativa traga duas curvas, apenas uma delas corresponde ao intervalo pedido.
- E)D.
Certa, porque a curva D é a destinada ao disparo magnético na faixa de 10 a 20 vezes a corrente nominal.
Gabarito: E
Os disjuntores termomagnéticos têm duas formas de atuação: a parte térmica protege contra sobrecarga e a parte magnética atua de forma quase imediata nos curtos-circuitos. O detalhe que a banca ama cobrar é a faixa de disparo magnético de cada curva, porque isso muda conforme o tipo de carga instalada. Na classificação mais comum, a curva B dispara em torno de 3 a 5 vezes a corrente nominal, a curva C entre 5 e 10 vezes, e a curva D entre 10 e 20 vezes. Ou seja, quanto maior a faixa, mais "tolerante" o disjuntor é a picos de corrente na partida, o que combina com cargas mais indutivas ou com correntes de partida elevadas. Por isso, se o enunciado fala em correntes de curto-circuito de 10 a 20 vezes a corrente nominal, a resposta é a curva D. A lógica é simples: essa curva só entra em ação dentro dessa faixa mais alta de corrente, exatamente como a questão descreve. Esse é um conceito padronizado pela prática técnica e pelas normas de instalação e de coordenação de proteção, especialmente no uso consagrado pela IEC 60898-1 e por aplicações equivalentes em instalações de baixa tensão. Em prova, a banca costuma querer a associação direta entre faixa de disparo e letra da curva, então vale decorar essa tabelinha sem dó.