A avaliação é um elemento fundamental do processo de ensino e aprendizagem. Assim, Escudero e Neira (2011) assinalam que a avaliação que caracteriza o currículo cultural da Educação Física volta-se ao reconhecimento das:
- A)diferenças no interior da escola
Correta, porque o currículo cultural valoriza a diversidade e o reconhecimento das diferenças presentes na escola.
- B)potências esportivas nas aulas
Errada, porque a proposta não é selecionar ou destacar supostas potências esportivas como objetivo central da avaliação.
- C)valências físicas dos estudantes
Errada, porque reduzir a avaliação às valências físicas retoma uma visão biológica e padronizada, distante do currículo cultural.
- D)homogeneidades no interior da escola
Errada, porque a avaliação não busca homogeneizar os estudantes, mas justamente reconhecer suas diferenças.
Gabarito: A
Na Educação Física escolar, avaliar não é só medir velocidade, flexibilidade ou rendimento esportivo. No currículo cultural, a avaliação ganha outro foco: ela observa os sentidos produzidos nas práticas corporais e, principalmente, reconhece quem são os sujeitos da escola, com suas histórias, gostos, experiências e modos diferentes de participar. Escudero e Neira (2011) defendem uma avaliação voltada para a valorização da diversidade cultural presente na escola. Ou seja, em vez de buscar um padrão único de desempenho, a ideia é enxergar as diferenças entre os estudantes e usá-las como parte do processo de aprendizagem. Por isso, o gabarito é a alternativa A. A avaliação nesse currículo se volta ao reconhecimento das diferenças no interior da escola, e não à tentativa de transformar todo mundo em uma cópia do mesmo modelo corporal, esportivo ou motor. Em resumo: nesse tema, o foco sai do "quem corre mais" e vai para "quem é esse grupo, o que traz, como participa e o que aprende". É uma lógica bem alinhada à perspectiva cultural e crítica da Educação Física.