Há muitos testes elaborados para avaliar o condicionamento físico das crianças em idade escolar. A utilidade desses testes depende de sua precisão e da capacidade do avaliador/professor de detectar deficiências. Um desses testes é o “sentar e alcançar”. Sobre ele, é CORRETO afirmar que:
- A)O teste pode ser realizado com os joelhos flexionados.
Errada, porque o teste deve ser feito com os joelhos estendidos, e flexioná-los altera o resultado.
- B)Para crianças pequenas, tocar os dedos das mãos nos pés é algo raro.
Errada, pois tocar os dedos dos pés não é algo raro em crianças pequenas e, além disso, a afirmação não descreve corretamente o teste.
- C)O objetivo único do teste é avaliar a flexibilidade da musculatura das pernas e dos braços.
Errada, porque o objetivo do teste não é avaliar flexibilidade de pernas e braços, mas principalmente a flexibilidade da cadeia posterior do corpo.
- D)Atingir além dos dedos dos pés com as mãos pode indicar flexibilidade excessiva das costas e/ou comprimento excessivo dos posteriores das coxas.
Certa, pois alcançar além dos dedos dos pés pode indicar maior flexibilidade das costas e/ou maior comprimento dos músculos posteriores da coxa.
Gabarito: D
O teste sentar e alcançar é um clássico da avaliação física escolar, usado para medir principalmente a flexibilidade da cadeia posterior do corpo, especialmente posteriores de coxa e região lombar. Ele é simples, barato e muito comum em aulas e baterias de testes, mas exige execução padronizada para que o resultado tenha valor. Se o aluno fizer com técnica diferente, o teste perde precisão, e aí o professor acaba medindo mais a improvisação do que a flexibilidade. Nesse teste, a criança se senta com as pernas estendidas e tenta alcançar o máximo possível à frente, sem dobrar os joelhos. Por isso, a alternativa A está errada: joelhos flexionados mudam completamente a proposta do teste. O foco não é força, nem “alcançar de qualquer jeito”, e sim verificar a mobilidade/flexibilidade da parte posterior do corpo. A letra D está correta porque, se a pessoa alcança além dos pés, isso pode indicar boa flexibilidade da musculatura posterior e da coluna lombar. Em alguns casos, esse resultado também pode refletir o comprimento dos posteriores das coxas, que facilita o alcance. Em outras palavras, o teste não mede “braços e pernas” como um pacote geral, mas sim uma capacidade bem específica de flexão anterior do tronco e alcance. Em provas de concurso, o examinador costuma cobrar exatamente essa ideia: o nome do teste é simples, mas o que ele avalia é bem específico. Então, quando aparecer uma alternativa dizendo que o teste mede flexibilidade de forma ampla demais ou com joelhos dobrados, desconfie na hora.