Em sua turma de ginástica, o professor verifica que um dos alunos é portador de Diabetes Mellitus Tipo II. Ao preparar sua aula, ele se certifica de alguns cuidados especiais devem ser tomados em relação a esse aluno. Sobre as medidas a serem observadas, assinale a afirmativa correta.
- A)O aluno não deve realizar treinamento de força.
Errada, porque pessoas com diabetes tipo II podem e devem realizar treinamento de força, com adaptação e monitoramento adequados.
- B)O aluno só deve realizar exercícios aeróbicos de intensidade inferior a 50% da frequência cardíaca máxima.
Errada, pois não existe essa limitação fixa a exercícios aeróbicos abaixo de 50% da FC máxima como regra geral para esse aluno.
- C)O aluno deve manter um intervalo mínimo de três dias entre as sessões de treinamento.
Errada, porque não há necessidade de um intervalo mínimo de três dias entre sessões como prescrição padrão para diabetes tipo II.
- D)O aluno deve realizar apenas exercícios de alongamento estático em detrimento de outros tipos.
Errada, já que alongamento estático isolado não substitui as outras formas de exercício recomendadas para o controle do diabetes.
- E)O aluno deve monitorar a glicemia a cada 30 minutos para garantir que ela se mantenha em níveis seguros.
Certa, porque o controle periódico da glicemia durante a aula ajuda a prevenir hipoglicemia ou descontrole metabólico.
Gabarito: E
Na diabetes mellitus tipo II, a atividade física costuma ser uma aliada importante: melhora a sensibilidade à insulina, ajuda no controle da glicemia e traz benefícios cardiovasculares. O ponto central, porém, é não tratar esse aluno como se houvesse uma regra única e rígida para todo mundo. O cuidado principal é acompanhar a resposta glicêmica ao exercício, porque ela pode cair demais ou subir de forma inadequada, dependendo da intensidade, duração, alimentação e uso de medicamentos. Por isso, o professor deve orientar monitoramento da glicemia antes, durante e depois da aula, especialmente em sessões mais prolongadas ou quando o aluno faz uso de hipoglicemiantes. Em muitos protocolos práticos, a verificação periódica a cada cerca de 30 minutos é uma medida prudente para manter a segurança e ajustar a atividade se necessário. Ou seja, não é “fazer exercício por fazer”, é exercício com olho no relógio e no glicosímetro. As alternativas erradas exageram proibições sem base. O aluno não está impedido de fazer treinamento de força, nem precisa se restringir apenas a aeróbicos leves, nem a alongamentos. Também não faz sentido impor um intervalo mínimo de três dias entre sessões como regra geral. O que importa é individualizar e monitorar. Em termos doutrinários, as diretrizes de entidades como a American Diabetes Association e consensos sobre exercício e diabetes reforçam exatamente isso: prática regular, com controle glicêmico e atenção ao risco de hipoglicemia, especialmente quando há uso de insulina ou secretagogos. Então o gabarito é a letra E porque traduz a ideia de vigilância glicêmica durante a atividade, que é o cuidado realmente relevante.