No início do exercício, o organismo realiza rápidos ajustes cardiovasculares para atender às crescentes demandas metabólicas impostas pela atividade. Um dos principais objetivos desses ajustes é aumentar o fluxo sanguíneo para a musculatura ativa, garantindo a adequada oferta de oxigênio e nutrientes. Nesse contexto, um ajuste fisiológico que favorece o aumento do fluxo sanguíneo para a musculatura ativa é
- A)o aumento da atividade do sistema simpato-adrenal.
Certa: o aumento da atividade simpato-adrenal eleva o débito cardíaco e favorece a redistribuição do fluxo sanguíneo para a musculatura ativa.
- B)o aumento da descarga vagal cardíaca.
Errada: o aumento da descarga vagal reduz a frequência cardíaca, o que vai contra a resposta esperada ao exercício.
- C)a constrição vagal dos vasos na região das vísceras.
Errada: não existe constrição vagal dos vasos; a vasoconstrição em vísceras ocorre por ação simpática, não parassimpática.
- D)a redução da estimulação simpática cardíaca.
Errada: reduzir a estimulação simpática cardíaca diminui a resposta cardiovascular, prejudicando a oferta de sangue ao músculo.
- E)a redução no retorno venoso.
Errada: a redução do retorno venoso tende a diminuir o débito cardíaco e, portanto, o fluxo disponível para a musculatura ativa.
Gabarito: A
No início do exercício, o corpo entra em modo de ajuste rápido: o coração acelera, contrai com mais força e o sangue passa a ser redistribuído de forma mais inteligente. A ideia central é simples: levar mais sangue para quem está trabalhando, isto é, a musculatura ativa, e poupar o que pode esperar um pouco. Esse processo depende muito do aumento da atividade do sistema simpato-adrenal. Com mais ação simpática, há aumento da frequência cardíaca, da força de contração e do débito cardíaco. Em paralelo, ocorre vasoconstrição em territórios menos prioritários, como o esplâncnico e renal, enquanto os músculos ativos recebem maior fluxo por vasodilatação local induzida por metabólitos do exercício. Por isso o gabarito é a alternativa A. Em linguagem de prova, o simpático não “atrapalha” o exercício: ele ajuda o corpo a entregar mais sangue onde a demanda metabólica cresceu. É o clássico jogo de priorização do organismo, sem drama e sem desperdício. As demais alternativas trazem ideias que caminham no sentido oposto do ajuste fisiológico esperado. No exercício, não se aumenta o tônus vagal cardíaco nem se reduz a estimulação simpática cardíaca; também não faz sentido diminuir o retorno venoso, porque isso limitaria o débito cardíaco e o fluxo para os músculos.