Visando apoiar um aluno que busca a melhoria do seu desempenho em uma prova de corrida de 200m rasos, um professor de Educação Física prepara algumas orientações sobre exercícios voltados para esse fim. Dentre as diferentes possibilidades de estruturação do programa de exercícios, em função das características da prova (intensidade e duração do esforço), o professor deve priorizar exercícios que maximizem a
- A)potência anaeróbica.
Correta, porque os 200m rasos exigem esforço curto, intenso e com predominância do metabolismo anaeróbico, o que pede potência anaeróbica.
- B)resistência muscular geral.
Errada, porque resistência muscular geral é mais ligada à manutenção de esforços repetidos ou prolongados, e não a uma corrida curta e explosiva.
- C)resistência aeróbica.
Errada, porque resistência aeróbica é mais importante em esforços longos e de menor intensidade contínua, como corridas de média e longa duração.
- D)coordenação motora.
Errada, porque coordenação motora ajuda na técnica, mas não é a capacidade física prioritária para maximizar o desempenho nessa prova.
- E)potência aeróbica.
Errada, porque potência aeróbica é relevante em esforços intensos com boa participação do oxigênio, mas os 200m rasos dependem mais da via anaeróbica.
Gabarito: A
Em provas de corrida, o tipo de capacidade física mais importante depende muito da duração e da intensidade do esforço. Quando a prova é curta e muito intensa, o corpo precisa produzir energia rapidamente, quase como se estivesse em modo turbo. É exatamente o caso dos 200m rasos: trata-se de um esforço de alta intensidade, com predominância do sistema anaeróbico, especialmente o alático e, em parte, o lático. Por isso, o treinamento para melhorar esse desempenho deve priorizar exercícios que desenvolvam potência anaeróbica, isto é, a capacidade de gerar muita força em pouco tempo, com explosões de velocidade e aceleração. Em uma prova dessas, o aluno não vai depender da resistência para sustentar um ritmo longo, nem da potência aeróbica para manter esforço prolongado com oxigênio. O que pesa mais é a capacidade de produzir energia rapidamente para correr forte do início ao fim. Em termos práticos, isso combina com treinos de sprint, tiros curtos, aceleração, repetição de esforços intensos e intervalos adequados de recuperação. A lógica é simples: quanto mais a prova exige velocidade máxima ou muito próxima dela, mais o treinamento deve mirar a potência anaeróbica. Então o gabarito é a alternativa A. A banca quer que você associe distância curta + alta intensidade + curta duração com predominância anaeróbica. É a velha regra de ouro do treinamento: não adianta preparar o motor de longa viagem quando a corrida é um foguete de 200 metros.