No início do século XX, a Educação Física ensinada no Brasil seguia modelos ginásticos europeus que, historicamente, influenciaram o contexto das práticas corporais nas escolas brasileiras. Um deles, em evidência nas décadas de 20 e 30, previa séries de exercícios que visavam a um movimento completo, contínuo e interessante para os alunos. A aula de ginástica era dividida em sessão preparatória, sessão propriamente dita e volta à calma, e como formas de trabalho propunha flexionamentos, exercícios mímicos e educativos, exercícios de aplicação, jogos, desportos individuais e coletivos. Este foi o método conhecido como
- A)Francês.
Correta, porque o enunciado descreve a organização em sessão preparatória, principal e volta à calma, além da variedade de exercícios típica do método francês.
- B)Sueco.
Errada, porque o método sueco é mais analítico, segmentado e voltado à correção corporal, não a essa estrutura ampla com jogos e esportes.
- C)Alemão.
Errada, porque o método alemão é mais associado à disciplina rígida, exercícios sistematizados e aparelhos, e não à sequência pedagógica descrita.
- D)Inglês.
Errada, porque a influência inglesa se relaciona mais à esportivização e aos jogos, não a um método ginástico com essa divisão formal de aula.
- E)Austríaco.
Errada, porque o método austríaco não corresponde ao modelo histórico descrito no enunciado nem à organização típica da aula mencionada.
Gabarito: A
No início do século XX, a Educação Física escolar brasileira importou vários modelos ginásticos europeus, e isso cai muito em prova porque a banca adora trocar os nomes pelo “jeito” do método. Aqui, o enunciado descreve um sistema com aula organizada em três momentos: sessão preparatória, sessão principal e volta à calma, além de propor exercícios flexionados, mímicos, educativos, jogos e até esportes. Isso aponta para uma proposta mais ampla, dinâmica e menos mecânica do que os métodos mais rígidos e militarizados. Esse desenho é típico do método francês, ligado à ginástica racional e utilitária que buscava formar corpos saudáveis, disciplinados e aptos ao trabalho e à vida social. Diferente de métodos centrados quase só em marchas, ordem unida ou movimentos repetitivos, o francês valorizava progressão, naturalidade do gesto e variedade de conteúdos. Em outras palavras: era uma aula com começo, meio e fim, não um desfile eterno de movimentos iguais. Por isso o gabarito é a letra A. O enunciado entrega exatamente essa estrutura metodológica e esse repertório de exercícios, muito associado à influência francesa na Educação Física escolar brasileira das décadas de 1920 e 1930. Em linhas históricas, essa influência se insere no processo de escolarização e higienização dos corpos, muito presente naquele período. Se você lembrar assim, ajuda bastante: sueco costuma remeter mais à ginástica analítica e segmentada; alemão, à disciplina e aos aparelhos; inglês, ao esporte e ao jogo. Já o francês aparece como a mistura mais escolarizada e completa, com sequência didática bem definida e maior diversidade de práticas.