A presença do professor designado para o Atendimento Educacional Especializado (AEE) é cada vez mais frequente nas escolas. Sobre a ação do professor de Educação Física e do professor AE, é correto afirmar que
- A)o professor do AEE fere a autonomia do docente de Educação Física e, portanto, deve ser vista com cautela.
Errada, porque o AEE não fere a autonomia do professor de Educação Física; ele atua de forma complementar e colaborativa.
- B)deve ser pautada no planejamento curricular, em conjunto, visando percursos formativos possíveis a todos.
Certa, pois a ação deve ser integrada ao planejamento curricular, buscando percursos formativos acessíveis e possíveis para todos.
- C)o professor do AEE não tem formação específica em Educação Física e, portanto, deve apenas observar as aulas.
Errada, porque o professor do AEE não deve apenas observar as aulas; ele participa com estratégias, recursos e apoio pedagógico.
- D)o professor de Educação Física é superior ao docente do AEE e, portanto, tem a palavra final nas decisões curriculares.
Errada, porque não existe superioridade entre professor de Educação Física e professor do AEE, e as decisões curriculares devem ser articuladas.
- E)a Educação Física já é referência em ludicidade e inclusão – o que permite que o professor do AEE atenda outras disciplinas.
Errada, porque o fato de a Educação Física trabalhar ludicidade e inclusão não libera o professor do AEE para “atender outras disciplinas” como se isso bastasse.
Gabarito: B
Na escola inclusiva, o professor de Educação Física e o professor do Atendimento Educacional Especializado (AEE) não competem entre si: eles trabalham em parceria. A lógica é simples, mas importantíssima: cada um tem sua função, e a soma dessas funções melhora a participação do aluno, não cria disputa de autoridade. O AEE, conforme a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva e a LDB, tem caráter complementar ou suplementar ao ensino comum. Ou seja, ele não substitui o professor regente nem fica só “de fora olhando”. Ele ajuda a remover barreiras, ajusta recursos, orienta estratégias e favorece a acessibilidade pedagógica. No caso da Educação Física, essa cooperação é ainda mais valiosa, porque a aula envolve movimento, interação, regras, espaço e materiais, tudo isso podendo exigir adaptações. Quando o planejamento curricular é feito em conjunto, os percursos formativos ficam possíveis para todos os estudantes, com ou sem deficiência, sem transformar a aula em algo paralelo ou improvisado. Por isso, o gabarito é a letra B. Ela traduz a ideia de trabalho colaborativo, planejamento compartilhado e inclusão real. Em concurso, sempre desconfie de alternativas que colocam um professor contra o outro, ou que tentam reduzir o AEE a mero observador. Inclusão não é isolamento com boa vontade, é ação pedagógica articulada.