Um olhar multi/intercultural sugere que a Educação Física, no contexto escolar, deve promover a/o:
- A)Valorização da diversidade cultural representada nos alunos.
Certa: a perspectiva multi/intercultural valoriza as diferentes culturas e experiências corporais presentes entre os alunos.
- B)Transformação da sociedade rumo à supremacia do proletariado.
Errada: a proposta não é de viés político-ideológico marxista, mas de reconhecimento da diversidade cultural na escola.
- C)Saúde baseada nas recomendações da associação brasileira de medicina esportiva.
Errada: reduzir a Educação Física a recomendações médicas ignora o caráter cultural, educativo e plural da área.
- D)Formação de atletas olímpicos e paralímpicos.
Errada: a escola não tem como finalidade principal formar atletas olímpicos e paralímpicos.
- E)Corpo bem condicionado para a prática do atletismo.
Errada: condicionar o corpo para o atletismo é uma visão estreita e esportivista, distante do enfoque intercultural.
Gabarito: A
Quando a Educação Física escolar é pensada em uma perspectiva multi/intercultural, ela deixa de ser só “aula de esporte” e passa a valorizar as diferentes vivências culturais dos alunos. Isso significa reconhecer que brincadeiras, danças, lutas, jogos e práticas corporais têm sentidos diferentes em cada grupo social, região e comunidade. Ou seja, a turma não é um bloco único: cada aluno chega com uma bagagem corporal e cultural própria. Nesse olhar, o professor não impõe uma única forma “correta” de se mover, mas amplia o repertório dos estudantes e promove respeito à diversidade. A escola vira um espaço de troca, em que diferentes manifestações da cultura corporal podem aparecer sem hierarquia, evitando preconceitos e exclusões. Por isso, o gabarito é a letra A: a Educação Física deve valorizar a diversidade cultural representada nos alunos. Isso está alinhado com a LDB (Lei 9.394/1996), que reforça o respeito à liberdade e ao apreço à tolerância, e também com a ideia curricular de pluralidade cultural e de cultura corporal na área. As demais alternativas tentam puxar a disciplina para um modelo fechado e reducionista, seja político, médico ou esportivista. Em uma abordagem intercultural, o foco não é formar campeão nem padronizar corpos, e sim reconhecer e trabalhar a diversidade de experiências corporais presentes na escola.