Um professor de Educação Física do 9º ano notou extrema dificuldade da turma com movimentos que envolvam estabilização. Na perspectiva da aprendizagem motora, a estabilização não foi devidamente amadurecida na fase motora
- A)afetiva.
Errada, porque a fase afetiva não é uma etapa da teoria clássica do desenvolvimento motor.
- B)corporal.
Errada, porque fase corporal não corresponde à classificação motora consagrada por Gallahue.
- C)rudimentar.
Errada, porque a fase rudimentar vem antes e envolve controles motores básicos, não a maturação da estabilização como padrão fundamental.
- D)fundamental.
Certa, porque a fase fundamental é justamente a etapa em que os padrões de estabilização devem se desenvolver e se consolidar.
- E)reflexiva.
Errada, porque fase reflexiva é a etapa inicial dos reflexos do bebê, não da estabilização motora consolidada.
Gabarito: D
Na aprendizagem motora, costuma-se dividir o desenvolvimento em fases bem conhecidas: reflexiva, rudimentar, fundamental e especializada. A ideia é simples: primeiro o corpo “acorda”, depois aprende controles básicos, em seguida organiza padrões motores mais amplos e, por fim, refina tudo para esportes e habilidades mais complexas. A estabilização aparece com força na fase motora fundamental. É nela que a criança consolida equilíbrio, postura, controle do tronco e movimentos que dão base para correr, saltar, girar, parar e mudar de direção sem virar uma “gelatina humana”. Se essa etapa não foi bem vivida, o aluno chega ao 9º ano com dificuldade justamente nos movimentos que exigem estabilidade. Por isso o gabarito é a letra D. A fase fundamental é a etapa em que os padrões motores fundamentais e os componentes de estabilização deveriam estar devidamente amadurecidos. Isso é compatível com a classificação clássica de Gallahue e Ozmun, muito usada em Educação Física escolar. As outras fases não servem como referência principal para esse tipo de estabilização. A reflexiva é do bebê, a rudimentar vem antes da construção dos padrões fundamentais, e a corporal não é uma fase consagrada nessa teoria. Em prova, a banca costuma cobrar essa sequência como se fosse um “mapa do crescimento motor”.