Uma entidade esportiva ajusta suas divisões para acomodar tanto jogadores profissionais quanto não profissionais, respeitando suas distintas necessidades e objetivos. Este modelo garante que cada atleta participe em categorias que reflitam adequadamente seu nível de habilidade e compromisso, promovendo um ambiente de competição equitativo. O mecanismo implementado na situação descrita acima expressa corretamente a aplicação do princípio de
- A)descentralização.
Errada, porque descentralização diz respeito à distribuição de poder ou gestão, e não à separação de atletas por categorias competitivas.
- B)especificidade.
Errada, porque especificidade se relaciona à particularidade da prática ou do treinamento, não à organização de grupos por nível e perfil.
- C)educação.
Errada, porque educação é um objetivo amplo do esporte, mas não descreve o critério de divisão entre profissionais e não profissionais.
- D)diferenciação.
Certa, porque a situação descreve a criação de categorias distintas conforme o nível e o compromisso do atleta, o que é diferenciação.
- E)liberdade.
Errada, porque liberdade não é o princípio que explica a organização de divisões competitivas voltadas a promover equidade entre grupos diferentes.
Gabarito: D
Quando uma entidade esportiva separa atletas em categorias diferentes para atender perfis distintos de prática, ela está aplicando a ideia de organizar a competição de forma adequada ao nível, ao objetivo e ao comprometimento de cada grupo. Isso evita comparar quem está em condições muito diferentes e torna o evento mais justo e funcional. No enunciado, o ponto central é justamente esse: profissionais e não profissionais não devem ser tratados como se fossem iguais em tudo, porque suas rotinas, exigências e responsabilidades são diferentes. Em esporte, essa lógica aparece em divisões por faixa etária, sexo, nível técnico, rendimento ou vínculo com a prática, sempre buscando equilíbrio competitivo. Por isso, o gabarito é a diferenciação. A entidade ajusta suas divisões para que cada atleta fique em uma categoria compatível com sua realidade esportiva, o que favorece equidade e melhor organização do evento. Em termos didáticos, é a velha ideia de colocar cada um no seu espaço competitivo, sem misturar alhos com bugalhos. As demais alternativas não traduzem esse mecanismo: não se trata de descentralizar, educar, nem de liberdade de escolha pura e simples. A lógica é de segmentação planejada das categorias, que é exatamente o que caracteriza a diferenciação.