A história da Educação Física pode fazer parte do currículo escolar. Por exemplo, pensar as concepções que permearam a área, em sua formação, permite que os alunos desenvolvam outras dimensões do conteúdo abordado – para além da prática. A concepção de Educação Física sob influência higienista está diretamente ligada à ideia de desenvolvimento
- A)físico e moral.
Correta, porque a vertente higienista associava a Educação Física ao fortalecimento do corpo e à formação moral dos indivíduos.
- B)esportivista.
Errada, porque a ideia esportivista é posterior e se relaciona mais com rendimento, técnica e competição.
- C)motor e afetivo.
Errada, porque "motor e afetivo" não caracteriza a concepção higienista, mas uma leitura mais psicomotora ou desenvolvimentista.
- D)crítico e social.
Errada, porque o enfoque crítico e social pertence às abordagens mais recentes, ligadas à reflexão sobre sociedade e cultura.
- E)crítico-atitudinal.
Errada, porque a perspectiva crítico-atitudinal também é contemporânea e não corresponde ao pensamento higienista.
Gabarito: A
A Educação Física escolar passou por diferentes concepções ao longo da história, e isso costuma aparecer em prova como uma forma de ligar o conteúdo à prática pedagógica. Na fase higienista, a ideia central era melhorar a saúde da população por meio de hábitos corporais, disciplina e cuidado com o corpo. Não era uma visão voltada ao esporte como competição nem à reflexão crítica como vemos hoje. Quando a banca fala em higienismo, ela está lembrando uma Educação Física muito marcada por medicina, higiene e controle dos corpos. A intenção era formar corpos saudáveis e comportamentos considerados adequados para a sociedade da época. Em outras palavras: o corpo deveria ficar forte, saudável e também moralmente disciplinado. Por isso, o gabarito é a alternativa A. A concepção higienista está ligada diretamente ao desenvolvimento físico e moral, pois entendia a Educação Física como instrumento para prevenir doenças, corrigir posturas, fortalecer o corpo e moldar condutas. É a lógica do "corpo sadio, mente e comportamento sob controle", bem típica desse período. Se você lembrar disso, já mata boa parte das questões históricas: higienista não é esporte de rendimento, não é crítica social e não é foco em desenvolvimento motor-affetivo. É saúde, disciplina e moralização do corpo.