O desenvolvimento dos aspectos motores de um indivíduo é um campo de atuação muito rico e complexo para o professor de Educação Física. Nesse sentido, um trabalho com a performance do movimento, em fase motora especializada, deve ocorrer após a consolidação da
- A)fase motora do desenvolvimento humano.
Errada, porque não existe uma fase chamada apenas “fase motora do desenvolvimento humano” como etapa específica e anterior à motora especializada.
- B)fase motora procedimental.
Errada, pois “fase motora procedimental” não é a nomenclatura clássica do desenvolvimento motor cobrada na literatura da área.
- C)etapa afetiva.
Errada, porque etapa afetiva pertence ao campo socioemocional, não à sequência de desenvolvimento motor.
- D)etapa lógico-formal.
Errada, já que etapa lógico-formal é conceito do desenvolvimento cognitivo, ligado a Piaget, e não à base motora.
- E)fase motora fundamental.
Certa, porque a fase motora especializada deve ser construída após a consolidação da fase motora fundamental, que fornece os padrões básicos de movimento.
Gabarito: E
Quando se fala em desenvolvimento motor, a lógica é quase de montagem de prédio: primeiro vem a base, depois os andares mais altos. Na Educação Física, a fase motora fundamental é justamente essa base, porque nela a pessoa aprende e organiza padrões básicos de movimento como correr, saltar, arremessar, equilibrar e manipular objetos. Só depois dessa consolidação é que faz sentido trabalhar com a fase motora especializada, que é quando o movimento fica mais refinado, eficiente e adaptado a tarefas mais complexas, como gestos esportivos, danças, lutas e habilidades específicas de modalidades. Ou seja, não adianta querer “performance” sofisticada sem antes ter construído o repertório motor fundamental. Por isso o gabarito é a letra E. A fase motora especializada pressupõe que a fase motora fundamental já tenha sido consolidada, porque ela depende da qualidade dos padrões básicos para evoluir com segurança e eficiência. Esse raciocínio é clássico na literatura de desenvolvimento motor, muito associado a autores como Gallahue e Ozmun, bastante usados em concursos. Em resumo: primeiro você aprende a andar direito, correr direito, saltar direito; depois você tenta correr como velocista, saltar como jogador de voleibol ou lançar como atleta. O corpo agradece, e a banca também.