Do ponto de vista histórico-cultural, a capoeira é elemento fundamental da cultura corporal brasileira, pois, entre outros aspectos, permite resgatar a
- A)aprendizagem e o desenvolvimento motor humano.
Errada, porque reduz a capoeira a aprendizagem motora, ignorando sua dimensão histórica, cultural e de resistência.
- B)resistência ao histórico escravagista brasileiro.
Certa, porque a capoeira é expressão da resistência histórica dos escravizados e da cultura afro-brasileira.
- C)preparação técnico-esportiva para lutas e danças.
Errada, porque a capoeira não nasceu como preparação técnico-esportiva, mas como prática cultural de resistência e expressão corporal.
- D)intervenção para a preparação de atletas/lutadores.
Errada, porque a capoeira não tem foco principal em treinamento de atletas, e sim em manifestação cultural e histórica.
- E)corporeidade atlética do antigo ginasta.
Errada, porque não se refere à “corporeidade atlética do antigo ginasta”, mas à vivência histórico-social da população negra no Brasil.
Gabarito: B
A capoeira não é só luta, nem só dança, nem só jogo: ela é uma prática cultural brasileira marcada pela memória, pela resistência e pela identidade do povo negro escravizado. Quando a questão fala em ponto de vista histórico-cultural, está puxando exatamente essa dimensão de luta contra a opressão e de preservação da memória coletiva. Em outras palavras, a capoeira carrega a história de quem transformou violência e repressão em expressão corporal, musical e simbólica. Por isso, o gabarito é a letra B. A capoeira permite resgatar a resistência ao histórico escravagista brasileiro, porque nasceu e se desenvolveu como forma de afirmação cultural e resistência dos africanos e afrodescendentes diante da escravidão e da marginalização social. Ela vai muito além do aspecto esportivo: envolve corpo, música, ritmo, ritual e pertencimento. Em provas, a FGV gosta de destacar justamente essa leitura mais ampla da cultura corporal. Então, se aparecer capoeira, pense primeiro em história, identidade, resistência e cultura afro-brasileira, antes de pensar em rendimento físico ou treinamento atlético. Aqui, a chave não é performance, é memória social.