A competição é marca histórica ligada às raízes da Educação Física escolar brasileira. O trabalho resumido ao esporte ajudou no cultivo desses traços curriculares. No entanto, as contribuições de Fabio Brotto auxiliam a romper com a noção de que apenas a competição é suficiente para a vivência da Educação Física na escola. Neste sentido, a contribuição do autor no intuito de romper com a competição exacerbada na Educação Física escolar está melhor representada pelo uso de jogos
- A)de iniciação esportiva.
Iniciação esportiva ainda preserva a lógica do esporte competitivo, então não rompe com a centralidade da disputa.
- B)confrontantes.
Jogos confrontantes reforçam o embate entre participantes, mantendo a lógica de oposição e competição.
- C)competitivos.
Jogos competitivos seguem a estrutura de ganhar e perder, o que vai na direção oposta ao que o autor defende.
- D)cooperativos.
Correta: jogos cooperativos priorizam colaboração, inclusão e objetivos comuns, reduzindo a competição excessiva.
- E)simbólicos.
Jogos simbólicos podem ser importantes na infância, mas não são a contribuição específica de Brotto para enfrentar a competição exacerbada.
Gabarito: D
A Educação Física escolar brasileira nasceu muito marcada pela lógica da competição, do rendimento e da comparação entre alunos. Por muito tempo, o esporte foi tratado como o centro de tudo, como se aprender Educação Física fosse quase sinônimo de vencer, perder e selecionar os mais aptos. Isso ajuda a entender por que a banca fala em um histórico ligado às raízes da disciplina. É exatamente nesse cenário que Fabio Brotto ganha importância. Ele critica a ideia de que competir, por si só, já educa. Para o autor, a escola precisa ampliar a experiência corporal do aluno e valorizar a convivência, o respeito às diferenças e a construção coletiva. Ou seja, não basta jogar para ganhar; é preciso jogar para aprender a conviver. Por isso, a saída proposta por Brotto é o uso de jogos cooperativos. Neles, a ênfase deixa de ser a disputa contra o outro e passa a ser a superação de desafios em grupo, com metas compartilhadas. A lógica muda bastante: o colega deixa de ser adversário e vira parceiro de aprendizagem. Então, o gabarito é a letra D porque os jogos cooperativos são justamente a alternativa que rompe com a competição exacerbada na Educação Física escolar. Essa visão dialoga com abordagens críticas e humanizadoras da área, que defendem uma prática pedagógica menos seletiva e mais inclusiva.