Fabio Brotto sustenta uma concepção de Educação Física em que a competição não é o único formato/modelo a ser trabalhado nas práticas corporais com os alunos. Assinale a opção que apresenta a prática corporal central para a concepção do autor.
- A)Jogo cooperativo.
Correta, porque o pensamento de Fabio Brotto coloca o jogo cooperativo como prática central, priorizando colaboração e participação em vez da lógica exclusiva de competição.
- B)Jogo competitivo.
Errada, porque o jogo competitivo é justamente o modelo que Brotto relativiza, não o centro da proposta dele.
- C)Jogo de invasão.
Errada, porque jogo de invasão é uma classificação de esporte/jogo por lógica tática, e não a concepção pedagógica defendida por Brotto.
- D)Jogos de rua.
Errada, porque jogos de rua podem ser conteúdos culturais relevantes, mas não representam a base conceitual associada a Fabio Brotto.
- E)Jogo psicomotor.
Errada, porque jogo psicomotor se relaciona mais ao desenvolvimento motor e às habilidades básicas do que à proposta cooperativa de Brotto.
Gabarito: A
Fabio Brotto é um dos nomes mais lembrados quando o tema é jogo cooperativo na Educação Física. A ideia central dele é simples e muito cobrada em prova: a competição não precisa ser o eixo das práticas corporais, porque o jogo também pode ensinar convivência, ajuda mútua, participação e construção coletiva de objetivos. Em vez de pensar só em vencer o outro, a proposta é aprender com o grupo e para o grupo. Na visão do autor, o jogo cooperativo valoriza a inclusão e reduz a lógica do "ganha-perde" como única forma de vivenciar as aulas. Isso não significa eliminar qualquer desafio, mas trocar o foco da rivalidade pela colaboração. Em concursos, quando aparece Fabio Brotto, a banca costuma puxar exatamente essa chave: cooperação, integração e aprendizagem compartilhada. Por isso, o gabarito é a letra A. O jogo cooperativo é a prática corporal central na concepção de Brotto, porque ele defende experiências em que os participantes precisam somar esforços, resolver problemas juntos e participar sem que a competição seja o modelo dominante. Se a questão fosse sobre outro autor mais ligado ao rendimento esportivo, aí a conversa mudaria. Mas com Brotto, a pista é direta: menos disputa como regra, mais cooperação como eixo pedagógico.