Na escola, é comum que existam acidentes em meios aos jogos e brincadeiras. Os traumas de membros superiores e inferiores podem ser facilmente identificáveis a partir de diferentes sinais ou sintomas, tais como alterações sensitivas, vasculares ou motoras, dor, ferimento, deformidade, crepitação e encurtamento. Na identificação destes sinais, é necessário que o professor haja com base nos procedimentos e protocolos de Suporte Básico à Vida e Primeiros Socorros. Além de solicitar o auxílio da equipe médica e comunicar-se com a direção da escola e com os responsáveis pelo aluno, a conduta que o professor de Educação Física, relacionada a traumas de membros superiores e inferiores, deve adotar é
- A)realizar avaliação da cena e da vítima; controlar e cobrir sangramentos e ferimentos com material estéril; e imobilizar adequadamente o membro afetado.
Correta, porque indica avaliação inicial, controle de sangramento e imobilização adequada, que são condutas básicas e seguras no trauma.
- B)manejar e realizar realinhamento ortopédico dos ossos, no caso de fraturas; e administrar analgésico para diminuição da dor.
Errada, porque realinhamento ortopédico e administração de analgésicos não são condutas do professor e podem agravar a lesão.
- C)transportar a vítima o mais rápido possível para a Unidade Básica de Saúde ou hospital mais próximo da residência do aluno para proceder com a imobilização adequada.
Errada, porque o transporte sem estabilização e a indicação de UBS/hospital por proximidade não substituem a imobilização e a avaliação adequada da cena.
- D)administrar medicamento analgésico para diminuição da dor; controlar e cobrir sangramentos e ferimentos com o material disponível, como camisas, panos e toalhas úmidas.
Errada, porque não se deve administrar medicamento por conta própria e nem substituir material adequado por itens improvisados e úmidos.
Gabarito: A
Em traumas de membros superiores e inferiores, a regra de ouro no ambiente escolar é não inventar moda: primeiro você garante a segurança da cena, observa a vítima e reconhece sinais de gravidade, como dor intensa, deformidade, sangramento, alteração de sensibilidade, cor, pulsação e movimento. Em seguida, aciona o suporte adequado, informa a direção e a família, e evita manobras que possam piorar a lesão. Nos primeiros socorros, especialmente em suspeita de fratura, luxação ou entorse grave, a conduta correta é controlar sangramentos, cobrir ferimentos com material limpo e estéril quando possível, e imobilizar o membro na posição encontrada. A ideia é reduzir dor, evitar deslocamento dos fragmentos e prevenir novas lesões até a chegada do atendimento especializado. É justamente isso que torna a alternativa A correta: ela descreve a sequência segura e compatível com os protocolos de Suporte Básico de Vida e primeiros socorros. Em trauma, mexer demais pode transformar uma lesão importante em uma complicação ainda maior, então a prudência vale ouro. Já tentar realinhar os ossos, medicar por conta própria ou transportar sem estabilizar pode agravar o quadro. Em doutrina de primeiros socorros, a conduta do socorrista leigo ou do professor é de proteção, imobilização e acionamento do serviço de emergência, nunca de tratamento invasivo.