Durante o estirão de crescimento pré-púbere, as crianças costumam apresentar nível decrescente na flexibilidade das articulações porque
- A)há um aumento da massa magra em virtude do desenvolvimento corporal.
Errada, porque o aumento de massa magra não explica diretamente a queda da flexibilidade durante o estirão.
- B)elas, nessa fase, diminuem o estímulo de suas articulações devido à especialização de movimentos esportivos.
Errada, porque a redução da flexibilidade nessa fase não ocorre por especialização esportiva, mas pelo descompasso do crescimento corporal.
- C)o crescimento ósseo precede o crescimento de tendões e de músculos.
Certa, porque os ossos crescem antes de músculos e tendões se adaptarem plenamente, reduzindo temporariamente a flexibilidade.
- D)elas se tornam sedentárias devido ao aumento das atividades escolares.
Errada, porque sedentarismo e aumento das atividades escolares não são a causa típica apontada para esse fenômeno fisiológico.
- E)há uma tendência ao acúmulo de gordura na região do tórax e das pernas, sobretudo nas meninas.
Errada, porque a tendência ao acúmulo de gordura não explica a queda da flexibilidade durante o estirão pré-púbere.
Gabarito: C
No estirão de crescimento pré-púbere, o corpo cresce rápido demais para a “malha de sustentação” acompanhar no mesmo ritmo. É por isso que a flexibilidade costuma cair um pouco nessa fase: ossos alongam-se mais rapidamente, enquanto músculos e tendões demoram mais para se adaptar ao novo tamanho corporal. Pense assim: é como aumentar a estrutura de uma tenda sem esticar logo as cordas. O corpo fica mais “esticado” e, temporariamente, menos solto nos movimentos. Esse descompasso é normal e faz parte do desenvolvimento infantil e adolescente. Por isso, o gabarito é a letra C: o crescimento ósseo precede o crescimento de tendões e músculos. Quando o osso cresce antes, há maior tensão nas estruturas musculotendíneas, o que reduz a amplitude de movimento até que tudo se ajuste. Esse é um conceito clássico da anatomia e fisiologia do crescimento e desenvolvimento motor, muito cobrado em Educação Física: na puberdade, a flexibilidade pode diminuir de forma transitória, e depois tende a melhorar com o amadurecimento e com estímulos adequados.