As lutas de matriz indígena compõem um vasto repertório de movimentos que se relacionam aos rituais e ao cotidiano das mais de 300 etnias indígenas do Brasil. Tais lutas incluem o
- A)mebêngôkre (kaiapó).
Mebêngôkre (Kaiapó) é o nome de um povo indígena, não de uma luta específica.
- B)huka-huka.
Huka-huka é a luta de matriz indígena associada ao Alto Xingu e é exatamente o exemplo pedido.
- C)xavante.
Xavante é uma etnia indígena, portanto não corresponde ao nome da luta.
- D)fulni-ô.
Fulni-ô é um povo indígena, e não uma prática corporal/luta.
- E)akuntsu.
Akuntsu também designa um povo indígena, não uma modalidade de luta.
Gabarito: B
As lutas de matriz indígena aparecem na Educação Física como manifestações corporais ligadas à cultura, à ritualidade, à identidade e ao cotidiano dos povos originários. Não se trata só de “briga” ou de esporte no sentido ocidental; em muitos casos, o combate faz parte de cerimônias, jogos, disputas simbólicas e momentos de socialização entre os participantes. Na base da questão, a banca quer que voce reconheça um exemplo clássico dessa tradição: o huka-huka. Essa luta é associada especialmente aos povos do Alto Xingu e costuma ocorrer em contextos festivos e rituais, com regras próprias, movimentos rápidos e objetivo de derrubar o adversário. É um bom exemplo de como a prática corporal indígena tem sentido cultural muito mais amplo do que mera competição. Na Educação Física escolar, esse tema aparece ligado ao reconhecimento da diversidade cultural e ao respeito às práticas corporais dos diferentes grupos sociais. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) valoriza a cultura corporal de movimento e inclui manifestações da cultura indígena como conteúdo a ser conhecido e respeitado pelos estudantes. Por isso, o gabarito é a alternativa B. As demais opções nomeiam povos indígenas, e não a luta específica pedida no enunciado. A banca gosta dessa troca: coloca etnia de um lado e prática corporal do outro para ver se voce separa povo, ritual e modalidade.